sábado, 31 de agosto de 2013

Eros e Psiqué


Freqüentemente, quando uma nova era desponta na história, um MITO brota ao mesmo tempo, como se fosse uma pré-estréia do que vai acontecer, trazendo em si, sábios conselhos para lidar com os elementos psicológicos desse período.
Estamos no limiar de uma era e o mito que se nos desponta é o de Eros e Psiqué visto que o AMOR e a individuação são os principais pontos de busca do ser humano desse novo período da história.
Algo bonito à respeito do inconsciente na personalidade humana é quando chega o tempo de crescer, quando as velhas formas, os velhos hábitos, pavimentam o caminho e dão as boas-vindas aos novos. As velhas formas de agir parecem perseguir as novas que desabrocham, mas, quem sabe, talvez seja a maneira correta de dar à luz uma nova consciência.
É importante lembrar que um mito é algo vivo que existe dentro de cada um de nós. Seremos capazes de captar-lhe a forma viva e verdadeira se o imaginarmos como uma espiral girando sem cessar dentro de nós; poderemos sentir como o mito está vivo dentro da nossa própria estrutura psicológica. Todo “grande”mito é o registro simbólico de um estágio de crescimento na vida de um Ser na busca da sua individuação; é um de-vir, isto é, um vir-a-ser que pulsa latente do inconsciente e se traduz em linguagem a ser decifrada pelo consciente.
O Mito nos mostra os conflitos e as ilusões potenciais da existência autêntica, mas também as possibilidades contidas na situação existencial presente. E, em certo sentido, nada é mais causador de conflito quanto a distinção do que seja o amor. Muitos o colocam em lugar onde certamente ele não se encontra, outros o confundem com outros sentimentos ou lhe atribui sentido equívoco, uma miscelânea de carência, desejo, poder..., O fato é que por amor, o ser humano vem provocando guerras e, ao mesmo tempo, por confundi-lo com procriação, vem povoando a terra com entes mal amados porque de certa forma não desejados, não programados, um acidente de percurso no itinerário do amor. Afinal, o que buscamos quando dizemos que estamos “a amar” ?
A história de Eros e Psiqué é um mito pré-cristão e ainda hoje nos diz muito. Isto porque a química do corpo humano não mudou muito de lá para cá, assim como também a dinâmica do inconsciente psicológico continua a mesma. As necessidades básicas do ser humano, tanto físicas quanto psicológicas, permaneceram fixas, embora a forma de serem satisfeitas tenham variado no decorrer do tempo e dependendo do lugar.
Por essa razão é que, quando queremos estudar os padrões humanos, tanto de comportamento quanto de personalidade, é muito elucidativo irmos às fontes primeiras; o Mito.
  - André Lacerda - Psicanalista

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O Escorpião


Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e
estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tudo o que realmente vale a pena saber, eu aprendi no jardim de infância.



Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.

Estas são as coisas que aprendi:
1. Compartilhe tudo;
2. Jogue dentro das regras;
3. Não bata nos outros;
4. Coloque as coisas de volta onde pegou;
5. Arrume sua bagunça;
6. Não pegue as coisas dos outros;
7. Peça desculpas quando machucar alguém; mas peça mesmo !!!
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar;
9. Dê descarga; (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;
11. Respeite o limite dos outros;
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... desenhe... pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias;
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros;
15. Dê a mão e fique junto;
16. Repare nas maravilhas da vida;
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.

Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e vai ver como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica, devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair. Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.

O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver.

 - Pedro Bial

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Brincar pela criança vs Estar presente com a criança que brinca




para-blog-reduzida-20-porcento.jpg
Cheguei na Praça do Côco com meus filhos Luna (3 anos e 9 meses) e Leo (1 ano e 7 meses) na 3a feira por volta das dez da manhã. Não, eu não estava de férias. Minha esposa faz uma aula de dança das 10 as 11:30 toda terça feira e eu fico com as crianças. Ser consultor independente ajuda bastante a ter horários flexíveis e poder fazer esse tipo de coisa. Regiane é mãe em tempo integral, portanto é importante que ela tenha alguns momentos só pra ela e é o mínimo que eu posso fazer.
Bom, a Praça do Côco é um dos meus destinos favoritos. É uma praça pública com alguns brinquedos de madeira, com muita areia e com acesso a água. Vamos tanto lá que já deixamos no porta-mala do carro alguns utensílios indispensáveis para garantir a diversão. Entre os mais importantes, está uma bacia que uso para encher de água e colocar ao lado de onde as crianças decidiram brincar. Além da bacia, levamos um bule de verdade, um coador de café de verdade, potes de manteiga, colheres, pás, peneiras, copos e talheres.
As crianças ficam livres para decidir o que querem fazer. Dessa vez, após balançar um pouco, Luna foi brincar na areia. Leo preferiu ficar brincando em uma casa de madeira. Apesar dele já subir e descer sozinho da casinha, eu fico por perto apenas para oferecer apoio caso ele precise.
O fato que quero explorar hoje aconteceu quando Luna estava brincando de fazer comida com a lama criada a partir da areia e da água. Ela estava tranquila quando uma mãe chegou com seu filho de um ano e meio. Ela falava muito e dirigia cada ação do menino. “Gustavo, senta aqui, pega o baldinho, vamos fazer um bolinho.” Ela estava sentada há 2 metros de onde estávamos e começou ela mesma a fazer “bolinhos” com a areia. “Olha só o bolo em forma de golfinho. Vamos comer.” O filho ficou olhando a mãe fazer esse teatro, que confesso, eu também fazia antes de conhecer a Educação Ativa. Luna, que estava entretida há pelo menos 20 minutos, parou o que estava fazendo para ver o que estava acontecendo. Mesmo que as instruções não estavam sendo dirigidas a ela, aquilo quebrou seu fluxo de criação por alguns segundos.
O contato com a Educação Ativa, através da Margarita Valencia, educadora equatoriana que trabalhou por mais de dez anos na não-escola El Pesta no Equador, mudou minha vida. Eu achava que era um pai bem legal, especialmente pelo fato de trabalhar parte do tempo em casa e poder me dedicar aos meus filhos. Achava que não bater e não colocar de castigo já me garantiam o título de pai “diferenciado”. Que engano.
A Educação Ativa foi concebida no Equador pelo casal Rebecca e Mauricio Wild na medida em que criaram El Pesta, um jardim da infância diferente, no qual haviam ambientes preparados que as crianças poderiam utilizar livremente de acordo como sua vontade. Esses ambientes eram chamados preparados pois não continham perigos ativos e pois continham elementos adequados para atender as necessidades das crianças nessa faixa etária entre 3 e 6 anos. Sempre havia um adulto em cada ambiente zelando para que o espaço permitisse que as crianças estivessem relaxadas. Para isso, o próprio adulto deveria estar relaxado, presente ao que estava se passando em cada momento e principalmente sem diretividade. Ou seja, o adulto, diferente das escolas tradicionais não estava lá para dirigir as atividades das crianças, mas sim para apoiar a exploração livre e criativa do espaço.
Uma das coisas mais difíceis quando se embarca nessa jornada é o fato de nunca mais conseguir olhar para a relação de adultos e crianças da mesma maneira. Tive vontade de pedir para a mãe do Gustavo falar mais baixo ou não falar e deixar que seu filho, ao invés de ser um expectador das macaquices da mãe, fosse um ator e pudesse, de forma relaxada, brincar. Fiz uma pausa, respirei e tentei sentir o que estava acontecendo comigo. Era meu crítico interno que tinha aflorado e queria exigir que aquela mulher se comportasse para não prejudicar meu filho. Agir a partir desse lugar seria um engano. Não estaria servindo a vida e estaria reproduzindo o nosso atual modelo de julgamento (“Você está errada e eu certo!” e de individualismo (“Não prejudique os meus filhos!”). Decidi apenas observar o que estava acontecendo, ficando o mais conectado com o presente possível. A mãe continuou sua brincadeira. Luna voltou para o seu mundo pois acredito que agora ela já consegue sentir que é muito melhor ser criadora do que ser observadora de adultos.
E eu agora, no momento que estou escrevendo esse texto, sinto que é a hora certa para falar para a mãe do Gustavo e para outros pais e mães. Experimente levar seus filhos em ambientes preparados, e apenas observe. Ofereça sua presença e seu amor incondicional, mas não dirija a ação dos seus filhos. Relaxe e observe. Pode ser que eles demandem que você brinque com eles pois não estão acostumados a explorar sozinhos. Dê atenção, mas espere que eles dirijam a brincadeira. Não imponha o seu mundo de fantasias em cima deles.
Quando eu comecei a fazer isso, minha experiência de estar com meus filhos mudou. Eu passei a ficar 100% presente sem ter que ficar inventando brincadeiras para eles, sem ter que ficar incentivando a brincar nesse ou naquele brinquedo. Hoje, levá-los à Praça do Côco é um imenso prazer, pra mim e para eles.

Fonte: Blog Filhas e Filhos

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Cortar o tempo



'Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente'

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 25 de agosto de 2013

"Re.
Reame. Recomece. Relembre. Remexa. Renasça. Recupere. Retorne. Renove. Retente. Reconstrua. Remarque. Rebeije. Reapaixone. Retribua. Ressoe. Reviva.
Se não der certo, meu amigo,
Re."

sábado, 24 de agosto de 2013

"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando as contempla."

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O TDAH PERFECCIONISTA





                                                                                              


O perfeccionismo que corrige as menores falhas, que gosta de tudo correto e confere tudo nos mínimos detalhes eu até invejo. Mas o perfeccionismo do TDAH é diferente.
Uma leitora comentou o post anterior  e conversamos sobre o perfeccionismo dela; o dela é do tipo TDAH.
Não é apenas um perfeccionismo, é um boicote!
Nós TDAHs, nos impomos metas de perfeição inatingíveis, nunca nossos trabalhos estão terminados pois nunca estão perfeitos suficientemente. Já comentei aqui anteriormente, que sonho em escrever um livro. Mas esse é o problema, não quero escrever um livro, quero escrever O LIVRO. Aquele livro que vai me dar o prêmio Nobel. E assim nunca escrevi nem um.
Quando tinha loja de tintas, iniciei vários projetos que jamais concluí, não apenas por essa característica típica do TDAH, mas também por que eu não admitia fazer algo que não fosse perfeito.
Lembro-me nitidamente de ter criado uma espécie de cartão de desconto que eu propunha partilhar com fornecedores, clientes e parceiros. Nunca saiu do papel, pois levei meses para definir a aparência, depois não havia ninguém em Juiz de Fora que fizesse um cartão igual ao de crédito , e eu não aceitava nada que não se parecesse com um cartão de banco, e quanto encontrei um fornecedor era tão caro que me desanimou. Claro que esse desânimo também tem a ver com o TDAH, mas eu exigi coisas inatingíveis, eu queria que tudo parecesse de altíssimo nível, quando na verdade poderia ter começado de maneira mais simples e posteriormente sofisticando. Esse é o perfeccionismo sabotador, o perfeccionismo pernicioso.
Uma vez assisti a uma palestra do Prof. Marins em que ele alertava para o risco de perseguir o ótimo e deixar escapar o muito bom. Pois esse é o caso do TDAH, somos meio megalomaníacos com algumas coisas, alguns projetos e completamente desleixados em outros, mas normalmente abandonamos a ambos.
Venho tentando prestar atenção a esses comportamentos para baixar esse nível de exigência, nem sempre consigo, mas venho tentando. Agora mesmo estou envolvido em um grande projeto que será submetido ao crivo alheio e volta e meia me pego procurando cabelo em ovo.
Lembrei-me aqui do jornalista e escritor Otto Lara Resende; segundo li certa vez, os editores tinham quase que arrancar seus livros de suas mãos. A cada vez que ele relia uma obra recém terminada ele tinha ânsia de reescrevê-la, ele nunca se dava por satisfeito. Por isso ele escreveu tão pouco. Não tenho a menor ideia se ele era ou não TDAH mas em relação aos seus livros ele se comportava como tal.
Precisamos estar atentos a mais essa forma de auto sabotagem, somente os super gênios conseguem um prêmio Nobel em sua primeira obra. Em geral são anos e anos de trabalho, centenas e centenas de livros lidos em pesquisas as mais diversas para se conseguir ganhar credibilidade e nome.
O resto é história da carochinha.


Fonte: TDAH - Reconstruindo a Vida

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

"Vivemos num mundo em que quase ninguém respeita as opiniões dos outros. Pobre mundo." - Paulo Gustavo

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Você sabia que o captcha que você digita na internet pode ajudar a mudar o mundo?

recaptcha_abre
 Tempo atrás, o Captcha, aquelas palavras que digitamos antes de baixar alguma coisa ou verificação de contas, não tinham utilidade nenhuma além de evitar fraudes.
 Percebendo isso, um dos inventores da ferramenta, Luis von Ahn, resolveu dar outra utilidade para o Captcha. Quando você digita uma palavra nesta ferramenta, você pode estar ajudando a digitalizar livros.
O que? Como assim?
 Sim, se você perceber que o Captcha que está escrevendo é do projeto ReCaptcha, você está ajudando a passar livros para o computador.
 Para entender: há um processo automático que digitaliza as obras para um formato digital, mas o sistema do computador tem dificuldades em ler algumas palavras de livros mais antigos. Assim, essas palavras que o sistema não compreende são jogadas no Captcha, nós as reconhecemos e ajudamos o mundo a ter mais livros digitais. Legal né?
 Para saber que o que escrevemos está correto, eles disponibilizam duas palavras: uma que o computador sabe e outra que ele não compreende. Ao acertar a que o computador já sabe, ele automaticamente entende que você também acertará a que ele não entende.
 São mais de 200 milhões de ReCaptchas resolvidos todos os dias, o que dá cerca de 5 milhões de livros por ano.
  Portanto, da próxima vez que aparecer um ReCaptcha para você, pense que você não está perdendo o seu tempo e sim ajudando a transmitir o conhecimento para o mundo digital.
 
Autor: Ademilson Tiago de Miranda Ramos blog

terça-feira, 20 de agosto de 2013

"O ESQUENTA" O programa mais racista da TV Brasileira.


Ela envia uma mensagem retrógrada com seus estereótipos dos negros.


Esquenta é o programa mais conservador da televisão brasileira. É uma versão barulhenta e colorida de velhos costumes. Num primeiro olhar, parece uma grande festa na periferia, na qual as gírias, danças e modas de regiões com IDH baixo e criminalidade alta são irradiadas para todo o país pela tevê.
Vemos meninos contorcendo as articulações em performances de passinho, meninas com minissaia e microvocabulário, rapazes negros com cabelos louros e óculos espelhados de cores berrantes rodando o salão felizes e eufóricos. A festa mistura samba, funk, estilo de vida despreocupado e despudorado, concurso de beleza, humor, artistas de novela, enfim, para usar um termo bem periférico, “tudo junto e misturado”.
Essas características, apenas, não me incomodam. Não sou quadrado, respeito e até admiro algumas formas de cultura vindas do gueto e abuso do direito de desligar a TV. O que me irrita, e muito, e faz com que chame o programa de conservador e escravocrata é a cor de pele predominante nessa festa maluca.
Certamente o Esquenta é o programa com o maior percentual de negros da TV aberta. Enquanto as novelas, seriados e telejornais são predominantemente caucasianos, quem manda ali são os negros e pardos.
É esse o ponto. O programa reforça o estereótipo dos negros brasileiros como indivíduos suburbanos, subempregados, mas ainda assim felizes, sempre com um sorriso no rosto, esquecendo-se das mazelas cotidianas por meio da dança, do remelexo, das rimas pobres do funk, do mau gosto de penteados e cortes de cabelo extravagantes.
Sou negro e não sei sambar, não pinto meu cabelo de louro, não uso cordões, não ando gingando nem falo em dialeto. Não sou exceção, felizmente. Sei que há muitos caras e moças como eu. Muitos são poliglotas, outros gostam de música clássica, vários gostam mais de livros do que de pessoas, outros reclamam do calor da Brasil, certamente há os que são introspectivos e de poucas palavras, e há os que nem sentem falta do feijão quando viajam para o exterior.
Embora o Esquenta não tenha a proposta de ser um programa sobre cultura negra, ele ajuda a construir um estereótipo. Por que as novelas não têm galãs negros ou musas negras? Faça a lista dos galãs e das musas televisivas e depois veja quantos são negros. O número será irrisório.
Esquenta ajuda a manter essa ordem. Em vez de rapazes elegantes, mostra dançarinos com cabelos bizarros. As moças, sempre de shorts minúsculos e prosódias vulgares, nunca serviriam de modelo para capas da Marie Claire ou da Claudia.
Regina Casé e seu programa parecem dizer aos jovens dos guetos: “Ei, isso mesmo, aprendam passinho, aprendam a rebolar até o chão, continuem com seu linguajar próprio, porque tudo isso é lindo, é legal, é Brasil, é tudo junto e misturado, continuem com seus empregos modestos, porque a vida é agora, é para ser vivida, curtida, com alegria, malemolência, sempre com um sorriso no rosto”.
E assim, aquela menina sentada no sofá vai continuar achando o máximo desfilar com pouca roupa e pelos das pernas pintados de loiros pela comunidade. Nunca vai pensar em aprender a falar alemão ou tentar entender os grafites de Banksy, da mesma forma que os rapazes nunca sonharão em trabalhar no Itamaraty e praticarão bullying contra os meninos polidos que não falam em dialeto e inventam de estudar violino, já que um programa televisivo de uma das principais emissoras do país legitima seu estilo de vida mal educado e de poucas perspectivas.
Como um coronel oligarca e cínico, o programa dá uma recado para a garotada negra e parda da periferia: “É isso, dancem, cantem, divirtam-se. Mas não saiam do seu lugar”.
Texto escrito por: Marcos Sacramento do site www.diariodocentrodomundo.com.br

domingo, 18 de agosto de 2013

A importância de se fazer o bem




Por Anderson Almeida

Atualmente vivemos cercados de pessoas no nosso dia a dia, não importa onde seja, no trabalho, na escola, na faculdade, na rua ou qualquer outro lugar, e com certeza você já deve ter se deparado com alguma situação que você fez uma boa ação, ou viu alguém realizando uma boa ação. Mas você já parou para pensar qual à importância do que foi feito? Imaginou o que aquilo pode ter mudado? Mas acontece que estamos vivendo em um mundo onde não conseguimos mais visualizar as relações humanas, só enxergamos pessoas que pensam em si mesmas, e esquecem que a pessoa que está ali ao lado pode estar precisando de ajuda, o que vemos são as pessoas não se importarem umas com as outras, agredir, zombar e por aí vai.
Outro problema que também ocorre é que hoje em dia perguntamos se está tudo bem com a pessoa simplesmente por educação (há exceções), mas muitas das vezes não nos importamos com a resposta que será dada.  Então lhe pergunto: você já parou para pensar que levando esta pequena pergunta a sério pode mudar muita coisa? Muitas vezes um amigo, um colega, um familiar está precisando de uma ajuda ou um apoio e quem sabe você não possa fazer isso?! Então agora vamos fazer uma reflexão, realmente pare o que estiver fazendo, diminua a música que estiver sendo reproduzida aí e pense. Reflita nas perguntas: Qual a última vez que você ajudou alguém? Qual a última vez que você precisou de ajuda? Você se decepcionou por alguém não ter te ajudado no momento?  São simples perguntas, mas que importam muito.
E aí, refletiu? Então continuando, tem horas que paro e penso: Será que fazer o bem é tão chato assim para ninguém se importar? É possível perceber o quanto um gesto faz a diferença, e não tem nada melhor do que você realizar no mínimo uma boa ação durante o dia, uma simples coisa para mudar o dia de outra pessoa.
Há pouco tempo visualizei uma tirinha no Facebook, um menino desejava ‘Bom Dia!’ para um morador de rua, e ao ver o menino desejando ‘Bom Dia!’ o morador de rua chega a se espantar e dizer: “Nem lembrava que eu existia”.  Você percebeu como uma coisa muito simples fez um encantamento tão grande? Pois é, então vamos sair do nosso mundinho focado na gente mesmo, vamos valorizar o próximo, vamos ser gentis, cumprimentar a pessoa que está do nosso lado no metro, no ônibus, o nosso vizinho, aquele cidadão que passa por você na rua, afinal um gesto de educação não faz mal a ninguém.  
Como já conseguimos ver aqui, não precisamos de muito para fazer o bem, então vamos tirar da nossa cabeça que fazer o bem ou ajudar a alguém não é somente em questões financeiras ou materiais. Basta um pequeno gesto para uma grande diferença. E não podemos esquecer de que GENTILEZA GERA GENTILEZA.
Então galera, vamos mudar nossas atitudes, vamos ter uma preocupação com o próximo, ajudar quem precisa - mesmo que não o conhecemos. Vamos cumprimentar, vamos sair do nosso mundo voltado a nós mesmos, interagir com as outras pessoas, valorizar relações humanas, ser pessoas melhores. Afinal de contas, fazendo isso não temos nada a perder, pelo contrário irá vai nos deixar cada vez mais alegres, com uma ótima autoestima. E também queria dizer VAMOS AJUDAR AO PRÓXIMO, AFINAL NÃO SABEMOS QUANDO PRECISAREMOS DE AJUDA TAMBÉM.


Estamos neuróticos

Faz sentido que se esteja a enviar para o espaço uma sonda para explorar Plutão enquanto aqui as pessoas morrem de fome? Estamos neuróticos. Não só existe desigualdade na distribuição da riqueza como também na satisfação das necessidades básicas. Não nos orientamos por um sentido de racionalidade mínima. A Terra está rodeada de milhares de satélites, podemos ter em casa cem canais de televisão, mas para que nos serve isto neste mundo onde tantos morrem? É uma neurose coletiva, as pessoas já não sabem o que é que lhes é essencial para a sua felicidade.

José Saramago, in 'Zero Hora (1997)'

sábado, 17 de agosto de 2013

Ideias confusas noturnas



Pensar! É preciso refletir sobre nossas ações para que o arrependimento não seja nosso posterior companheiro pela vida a fora. Todos carregam um mausoléu em suas memórias, com culpas, possíveis ações que mudariam todo o curso de nossa história ou decisões que acreditam ter sido melhor se a tomassem em determinado momento.  Vivemos muito de incertezas, possibilidades. Parece-me inútil ficar se martirizando, pensando que seria ‘melhor assim ou pior assado’. Lembre-se: nossa vida, nossas escolhas. Não gosto de imaginar que sofremos apenas as consequências, ou que elas sejam necessariamente ruins. Vivemos de resultados, é muito mais suave, como deveria ser toda nossa trajetória por esse planeta. Não prego um desapego egoísta de pessoas ou objetos, e sim a razoabilidade. Eis uma palavra que há muito não se houve: razoabilidade! Vemos constantemente nossos nobres colegas nos incentivando a viver sem se importar com outros, com o que pensam, o que vão falar ou como irão reagir. Até certo ponto, eles têm razão. Mas até que ponto tem que respeitar o outro? Até onde posso ir sem prejudica-los? Gostaria, eu, de ser uma das vítimas de minhas ações? Este é o momento de demonstrar razoabilidade. Ser diferente da grande maioria. Aprendi há algum tempo que amar e ser verdadeiramente feliz é permitir que todos a sua volta se sintam também assim. Isso envolve sacrifícios que muitas vezes você e, muito menos, eles não compreendem.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"...a interação do sujeito e do objeto é tal (...) que se torna impossível conceber um dos termos sem o outro. Por outras palavras, a inteligência é construção de relações e não apenas identificação..." - Jean Piaget

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"Você é aquilo que ninguém vê. Uma coleção
de histórias, estórias, memórias. Dores,
delícias, pecados, bondades, tragédias
E sucessos, sentimentos e pensamentos.
Se definir é se limitar. Você é um eterno
parênteses em aberto, enquanto sua
eternidade durar." - Machado de Assis

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

De C.K.Chesterton: “O homem de popularidade deve ser otimista em tudo, ainda que seja apenas otimista em relação ao pessimismo.”

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

"A tragédia da ida é que ficamos velhos cedo demais. E sábios, tarde demais." - Benjamin Franklin

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Só tu, doce criança


Nas tuas mãos um papel
Pode ser de mil cores
Um soldado sem quartel
Ou um jardim com flores
*
Um avião que não pousa
Uma bala que não mata
Um cavalo sem arreata
Que não conhece senhor
*
Um irmão com quem tu brincas
À apanha, e ao pião
Um pão quente que tu trincas
Como só se trinca o pão
*
Pai que te faz companhia
Nos teus sonhos sempre belos
Uma mãe quente e macia
E que te afaga os cabelos
*
Tudo quanto a vista alcança
E possas imaginar
Que só tu doce criança
Consegues reinventar.
***
(Mário Margaride)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Por que nos sentimos tão feios?





A preocupação com a aparência pode se tornar uma obsessão nociva ao bem-estar, distorcendo a autoimagem da realidade

AMANDA POLATO
Dove 300px (Foto: Reprodução)

  Quando era pequena, me sentia feia por ter cabelos cacheados. Preferia prendê-los e sofria quieta quando alguém insinuava que eram “ruins”. Quase nenhuma criança da escola tinha cabelos como os meus e era difícil ser diferente. Só na adolescência aprendi a gostar deles. Provavelmente todo mundo já se sentiu inseguro sobre a própria imagem em algum momento. Psicólogos afirmam que a duração e a intensidade desse tipo de sentimento dependem da personalidade de cada um, do ambiente e das interações com outras pessoas. Alguém perfeccionista ou que lida mal com opiniões alheias, por exemplo, pode sentir-se inadequado com mais frequência. A situação é tão corriqueira que nem sempre paramos para analisá-la e para entender o impacto dela na nossa vida.
  Segundo uma pesquisa divulgada na última semana, 71,5% das mulheres brasileiras se preocupam com o corpo. As de 30 a 34 anos são as menos satisfeitas com a própria beleza, diz o estudo feito pelo Instituto Ideafix e encomendado pela Mentor, uma empresa de produtos estéticos. O levantamento, que ouviu 400 mulheres, em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, tinha como objetivo avaliar a percepção das brasileiras sobre o próprio corpo e a realização de cirurgias estéticas.
  Há alguns meses, a Dove, marca de produtos de beleza e higiene, colocou à prova a ideia que as pessoas (principalmente as mulheres) têm sobre a própria beleza. Um vídeo no YouTube alcançou milhões de visualizações por mostrar um experimento com resultado surpreendente. Algumas americanas foram convidadas a descrever seu rosto ao desenhista forense do FBI Gil Zamora, que ficava debruçado sobre uma mesa atrás de uma cortina. Sem saber o que ele fazia, as convidadas detalharam seus traços, os tamanhos dos seus cabelos, narizes e queixos. Muitas preferiram destacar marcas que as incomodavam, como rugas e sardas. Além de falar sobre a própria aparência, tiveram que relatar a de outro participante do desafio que haviam conhecido no mesmo dia. “As mulheres eram muito críticas sobre suas pintas, cicatrizes e coisas do tipo. Mas as outras pessoas as descreviam apenas como mulheres normais e bonitas”, disse o agente do FBI. “Ela tinha olhos bonitos. Eles se iluminavam quando ela falava”, afirmou um dos participantes sobre outra pessoa. Ao serem confrontadas com os dois desenhos – um resultado da autodescrição e outro, do relato de alguém –, as mulheres se emocionaram. A segunda versão era sempre mais gentil.
  Uma das mulheres se dá conta, no vídeo, de que essa distorção é muito problemática. “Isso afeta as escolhas e os amigos que fazemos, os empregos a que nos candidatamos, como tratamos nossas crianças. Afeta tudo.”

  Se esse sentimento é algo tão nocivo, por que, então, teimamos em julgar nossa beleza e nos sentimos tão feios?
  
  Na última década, a Dove fez duas pesquisas globais para tentar entender a questão. A última, divulgada há dois anos, mostrou que apenas 4% das mulheres se sentem belas. No entanto, 80% veem beleza nos outros. Foram ouvidas 6.400 mulheres de 20 países. No Brasil, o índice das que se consideram bonitas é maior, 14%, mas ainda corresponde a uma minoria da população. Em todo o mundo, quase 60% das entrevistadas admitiram sentir pressão para ser bonita. Para 32%, a maior cobrança vem delas mesmas, acima de sociedade (12%), amigos e família (9%) e mídia (6%). “A aparência é uma fonte de ansiedade para muitas pessoas, que têm de enfrentar estereótipos e referências de perfeição. A maioria não consegue enxergar o que tem de bela”, diz Adriana Castro, diretora de Skin da Unilever, empresa responsável pela marca Dove.
  O maior problema é que muita gente fica insegura com base em modelos que estão longe da realidade, afirma o psicólogo Marco Antonio de Tommaso, especializado em atender modelos. “Estatisticamente, um padrão corresponde a algo que 50% das pessoas possam ostentar. Mas a sociedade define como padrão a exceção genética: a mulher alta, loira, muito magra. Além de ser beneficiada pela natureza, a mulher dita perfeita anda sempre muito produzida. O que vemos é uma ilusão.” É preciso considerar que, em uma comunidade rural, por exemplo, é muito mais fácil definir os critérios de beleza. Em uma sociedade urbana e mais complexa, eles se tornaram amplos e flexíveis. Há espaço para manifestações individuais ou grupais sem nenhuma relação com a aparência exibida em capas de revista de moda. Mesmo assim, os modelos idealizados de beleza, tanto masculinos quanto femininos, ainda são admirados por muita gente e alimentam, de forma geral, o mercado de roupas, cosméticos, tratamentos estéticos, cirurgias plásticas.
  A escritora feminista Naomi Wolf diz no livro O Mito da Beleza que, desde a Revolução Industrial, as mulheres ocidentais são controladas por estereótipos, e isso cria uma espécie de alucinação inconsciente, que tem sido muito lucrativa para a indústria da beleza. Ela defende que as mulheres se cuidem e continuem a fazer o que lhes faz bem, mas repudia a ideia de ser “refém” da própria aparência. “O problema com os cosméticos existe somente quando as mulheres se sentem invisíveis ou incorretas sem eles.”
  A antropóloga Mirela Berger percebeu essa “obrigação da beleza” ao ouvir mulheres paulistanas de classe média para sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo. Entre mais de 60 entrevistadas, praticamente nenhuma se sentia satisfeita com a própria imagem. “A identidade está muito calcada na aparência e quem não atinge o ideal sofre por isso.” A autocrítica excessiva e o julgamento de outras mulheres e da própria família criam diversos problemas cotidianos. Viver esperando a aprovação das pessoas ao redor pode custar caro. “Conversei com professoras de ginástica lindas que não tinham coragem de colocar um biquíni na praia, mulheres que não tinham liberdade alguma para comer e até aquelas que se privavam de intimidade maior com seus maridos por vergonha do próprio corpo.”
 
Reconhecimento da beleza

 A valorização da própria beleza não é algo simples e pode ocorrer após eventos traumáticos, como no caso da bancária baiana Carina Queiroz Gomes da Silva, de 33 anos. Ela nunca foi exatamente uma vítima da ditadura da beleza, mas algumas coisas em seu corpo a incomodavam quando mais jovem. Aos 18 anos, frequentava uma academia para deixar as pernas mais grossas e torneadas. Um acidente de carro mudou complemente os planos e sua percepção sobre a própria imagem. Carina sofreu uma lesão medular e ficou paraplégica. Por permanecer apenas sentada ou deitada, suas pernas perderam os músculos e ficaram ainda mais finas. “Eu queria mudar algo em mim, mas depois do acidente isso não fazia mais sentido. Só queria o corpo que eu tinha antes. A gente passa a se dar mais valor.” Ela nunca deixou de ser vaidosa ou se sentir bonita. Depois de conhecer uma fotógrafa especializada em registrar pessoas com deficiência, percebeu que tinha talento para atuar como modelo. Hoje Carina concilia o trabalho de supervisão em um banco em Salvador com alguns desfiles e sessões de fotos.

Carina Queiroz em sua festa de casamento (Foto: Kica de Castro )

  Malu Fontes, professora de comunicação da Universidade Federal da Bahia, entrevistou 40 mulheres que, assim como Carina, sofreram grandes mudanças no corpo após acidentes. A maioria sentia remorso pelas duras autocríticas antes dos eventos. “É possível entender por que se sentiam feias. As mulheres são sempre apontadas como as responsáveis pela própria beleza. A culpa é nossa se não somos perfeitas”, diz a pesquisadora.
 
Transtornos

 Quando essas ideias sobre a aparência se tornam obsessivas, surgem os transtornos psiquiátricos. Os mais conhecidos são relacionados à alimentação: a anorexia, quando se evita ao máximo comer, e a bulimia, quando se consomem alimentos para depois eliminá-los rapidamente por meio de vômitos ou uso de laxantes. Pesquisadores também têm estudado recentemente o transtorno dismórfico corporal, que faz com que a pessoa pense obsessivamente sobre um defeito que não existe ou é muito pequeno. O psicólogo Marco Antonio de Tommaso teve uma paciente que se afastou do trabalho, do namorado e da faculdade por achar que tinha um defeito físico gravíssimo: o umbigo virado para o lado. “Como os médicos se recusaram a fazer uma cirurgia plástica no local, ela começou a ter crises de pânico”, diz.
  Recentemente, pesquisadores da Universidade da Califórnia publicaram na revista Neuropsicofarmacologia um estudo sobre o cérebro que tenta explicar a obsessão pela aparência. No texto, o psiquiatra Jamie Feusner diz que o transtorno dismórfico corporal pode ocorrer em pessoas com conexões anormais nas áreas do cérebro envolvidas no processamento visual e emocional. “Quanto menos eficientes as conexões nos cérebros dos pacientes, piores são os sintomas, particularmente para comportamentos compulsivos, como checar espelhos”, afirma.
  O psiquiatra Celso Alves dos Santos Filho, da Universidade Federal de São Paulo, diz que estudos do tipo são interessantes, mas é preciso fazer algumas ressalvas, como a de que foram observados os cérebros das pessoas já adoecidas. Dessa forma, não é possível saber se a configuração do cérebro estava assim antes do transtorno ou foi alterada por ele. “Hoje sabemos que nem todas as pessoas podem desenvolver um transtorno do tipo. Há questões genéticas e padrões de comportamento envolvidos. Pessoas muito perfeccionistas ou introvertidas têm maior risco. Os ambientes familiar e social também têm influência”, diz o médico.
  Com ou sem transtorno, muitas mulheres e também muitos homens têm dificuldades para reconhecer a beleza que os fazem únicos. Essa mudança na autoestima traz vantagens claras para a saúde e o bem-estar: é possível viver melhor assim.

Fonte: http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/07/por-que-nos-sentimos-btao-feiosb.html

domingo, 4 de agosto de 2013

Milho Aos Pombos

 

 - Zé Geraldo

Enquanto esses comandantes loucos ficam por aí
Queimando pestanas organizando suas batalhas
Os guerrilheiros nas alcovas preparando na surdina suas
Mortalhas

A cada conflito mais escombros
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
Dando milho aos pombos
 
Entra ano, sai ano, cada vez fica mais difícil
O pão, o arroz, o feijão, o aluguel
Uma nova corrida do ouro
O homem comprando da sociedade o seu papel

Quanto mais alto o cargo maior o rombo
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
Dando milho aos pombos


Eu dando milho aos pombos no frio desse chão
Eu sei tanto quanto eles se bater asas mais alto
Voam como gavião
Tiro ao homem tiro ao pombo
Quanto mais alto voam maior o tombo

Eu já nem sei o que mata mais
Se os homens, a fome ou a guerra
Se chega alguém querendo consertar
Vem logo a ordem de cima
Pega esse idiota e enterra
Todo mundo querendo descobrir seu ovo de Colombo

Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
Dando milho aos pombos

sábado, 3 de agosto de 2013


"As pessoas existem em nossas vidas para segurarem espelhos, de forma que possamos examinar a nós mesmos um pouco mais profundamente. Permita que aqueles que o desafiam lhe mostrem as coisas que você precisa trabalhar em si mesmo. Permita que aqueles que o inspiram sirvam de exemplo."
 
 - desconhecido


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Mudança e adaptação




Muitas pessoas procuram refazer ou mesmo iniciar projetos referentes às mudanças de vida, porém nem todas estão psicologicamente disponíveis ou preparados para as transformações advindas. Mudar requer foco e energia direcionada para o alvo esperado, objetivando novas etapas. 
Falar em mudança nem sempre será fácil, muitas pessoas preferem continuar confortáveis no lugar em que se encontram por medo de mudar. Já dizia Jurandir Freire, “o ser humano e um elefante em relação à mudança”. Pois bem, para se iniciar um novo ciclo se faz necessário ultrapassar as fronteiras emocionais e afetivas, focando novas situações.
A adaptação do sujeito a essas modificações quer seja no nível profissional, pessoal ou social trará consequências que poderão afetar a forma psicológica do sujeito, pois o ideal quase sempre é diferente do real. As mudanças vêm do impulso ao desejo de mudar, transformar, melhorar e a princípio, parte das idealizações que se faz, entretanto nem sempre esse ideal será o real e normalmente eles se chocam.
Na atualidade muito se fala sobre o rápido avanço relacionado as mudanças sociais, culturais e familiares, contudo, a velocidade do tempo moderno quase nunca é compatível com o tempo emocional de cada individuo, pois mudar, ser alvo de mudança exige um desprendimento do passado objetivando um foco maior no futuro que antes de tudo direciona o sujeito para viver o presente.
O que ocorre em muitos casos é que o sujeito deseja a mudança, todavia está fixado ao passado, sente necessidade de mudar, no entanto quando inicia o processo de transformação encontra uma grande dificuldade em adaptar-se às novas situações apresentadas.
Essa falta de adaptação pode ser momentânea ou pode se prolongar, tudo dependerá de como cada sujeito percebe o novo ciclo, se de forma positiva ou negativa. É importante destacar que a estrutura emocional terá um grande peso, como também as idealizações e expectativas projetadas referente ao mudar.
Por mais almejada que sejam as mudanças, todo ser humano em grau maior ou menor passará pelo período de adaptação, está é a forma que o psiquismo encontra para acomodar com equilíbrio as alterações ocorridas nas diversas etapas da vida.
Por mais prazerosa e vantajosa que pareça a mudança, sempre será emocionalmente solicitado ao sujeito que tenha ele um momento de acomodação, pois é aí que o corpo e a mente poderão aos poucos vivenciar as novidades recém chegada.
Já dizia Millôr Fernandes: “quem só se adapta, vira plágio. Por outro lado, quem muda se torna original.”
Não se pode ser marionete das situações apresentadas pela vida, principalmente no que diz respeito ao adaptar-se a tudo e a todas as situações, o equilíbrio é fundamental para fazer boas escolhas, há momentos em que é solicitado romper, buscar outro lugar, procurar outro caminho, ou seja, mudar. Não se adaptar a tudo também é uma forma de não se acomodar. 
As mudanças são feitas através de pequenos atos e grandes transformações.


Jacqueline Meireles


Fonte: http://www.psicologiaemanalise.com.br/2010/11/mudanca-e-adaptacao.html
Gerenciar mudanças é hoje um dos maiores desafios que todos temos de enfrentar. Às vezes as mudanças que surgem são tão grandes que nos deixam sem norte, desorientados. Fusões, aquisições, mudanças de gestão, estratégicas, sistêmicas, tecnológicas, científicas e comportamentais. Uma avalanche contínua de novas vertentes que dificulta o posicionamento entre o que é e o que deverá ser. E em meio a essas indefinições, muitas vezes não conseguimos identificar o que queremos em convergência com o que, em essência, nos tornamos.

As trajetórias profissionais oferecem caminhos tão sinuosos que nos levam a reavaliar repetidas vezes a legitimidade e viabilidade dos nossos propósitos para chegarmos a um denominador comum. Agora, como mudar se na maioria das vezes nem ao menos conseguimos visualizar o que deve ser repaginado? Por isso muitas vezes nos sentimos desconfortados, estressados, desestimulados e sem a energia que responde pela determinação que nos mobiliza. Já não é possível identificar o que acontece e, então, é necessário parar e reavaliar nossas configurações pessoais e profissionais.

Muitas vezes a dificuldade de identificar e lidar com a causa real do desconforto, nos leva a terceirizar o problema e vitimar pessoas ao nosso entorno. Quando não sabemos lidar com as questões em solo próprio, transferimos a responsabilidade e nos tornamos observadores e não mais protagonistas da nossa própria vida. E é aqui que nos distanciamos da posição mestra da primeira pessoa e nos tornamos reféns de tudo o que construímos e permitimos enquanto próprio projeto de vida.

É essencial entender que se uma carreira ou mesmo uma relação termina, em geral, é porque não mais condiz com nossas necessidades e disposições. Quando não mais existem “trocas justas” nas relações de trabalho é porque já cumpriram sua função e devem ser superadas. E nesse processo é preciso ter discernimento para perceber o ponto de não retorno para, então, darmos a nós mesmos e a outra parte uma saída honrosa onde ambos possam evitar desgastes e evoluir em novas direções.

Mudança é um fato inexorável. Ou mudamos ou algo acontece e nos faz mudar. Somos chamados constantemente a nos desapegar do velho e nos liberar para o novo. E entre o velho e o novo é que nos deparamos com o vazio da incompreensão. E é nesse intervalo que nos sentimos sem rumo. Mas quando não resistimos ao novo constatamos que as mudanças muitas vezes oferecem excelentes oportunidades de evolução.

É exatamente nesse gap que começamos a definir as nuances da nova jornada. Quando compreendemos o porquê de algo terminar, percebemos que algumas situações não fazem mais sentido, justamente, por não mais representarem o reflexo de quem somos e de quem queremos nos tornar. E assim nos dispomos a criar algo que melhor defina nossa atual expressão.

Quando conseguimos vislumbrar o colorido de uma nova vida, os sonhos começam a reconstruir-se permitindo-nos aceitar que é o momento de resgatar as rédeas da nossa vida para construir um novo capítulo através de um reinício e uma nova visão de futuro.

Se não tivermos certeza de onde ir e se os ventos sopram, mas o futuro ainda está incerto, um modo de nos posicionarmos melhor para usufruir das novas etapas é considerar a orientação de profissionais experientes, os quais ajudem no desenvolvimento dos processos de autopercepção, autogestão e elaboração de estratégias que possibilitem a conquista dos novos objetivos.

Assim como mudar é inexorável, aceitar e expandir novas possibilidades faz parte da vida. É o processo de evolução contínua reeditando o curso das nossas estórias. Cabe a nós aceitar e agir ou resistir e vitimar-se. Respondemos pela ratificação do nosso presente e construção do nosso futuro. A decisão é e sempre será nossa.
Waleska Farias
- See more at: http://www.waleskafarias.com/artigos-view.php?id=101#sthash.tZe8ROe6.dpuf
O vazio que sentimos diante dos processos de mudança representa a resistência entre o que já foi e o que deve ser.

Gerenciar mudanças é hoje um dos maiores desafios que todos temos de enfrentar. Às vezes as mudanças que surgem são tão grandes que nos deixam sem norte, desorientados. Fusões, aquisições, mudanças de gestão, estratégicas, sistêmicas, tecnológicas, científicas e comportamentais. Uma avalanche contínua de novas vertentes que dificulta o posicionamento entre o que é e o que deverá ser. E em meio a essas indefinições, muitas vezes não conseguimos identificar o que queremos em convergência com o que, em essência, nos tornamos.

As trajetórias profissionais oferecem caminhos tão sinuosos que nos levam a reavaliar repetidas vezes a legitimidade e viabilidade dos nossos propósitos para chegarmos a um denominador comum. Agora, como mudar se na maioria das vezes nem ao menos conseguimos visualizar o que deve ser repaginado? Por isso muitas vezes nos sentimos desconfortados, estressados, desestimulados e sem a energia que responde pela determinação que nos mobiliza. Já não é possível identificar o que acontece e, então, é necessário parar e reavaliar nossas configurações pessoais e profissionais.

Muitas vezes a dificuldade de identificar e lidar com a causa real do desconforto, nos leva a terceirizar o problema e vitimar pessoas ao nosso entorno. Quando não sabemos lidar com as questões em solo próprio, transferimos a responsabilidade e nos tornamos observadores e não mais protagonistas da nossa própria vida. E é aqui que nos distanciamos da posição mestra da primeira pessoa e nos tornamos reféns de tudo o que construímos e permitimos enquanto próprio projeto de vida.

É essencial entender que se uma carreira ou mesmo uma relação termina, em geral, é porque não mais condiz com nossas necessidades e disposições. Quando não mais existem “trocas justas” nas relações de trabalho é porque já cumpriram sua função e devem ser superadas. E nesse processo é preciso ter discernimento para perceber o ponto de não retorno para, então, darmos a nós mesmos e a outra parte uma saída honrosa onde ambos possam evitar desgastes e evoluir em novas direções.

Mudança é um fato inexorável. Ou mudamos ou algo acontece e nos faz mudar. Somos chamados constantemente a nos desapegar do velho e nos liberar para o novo. E entre o velho e o novo é que nos deparamos com o vazio da incompreensão. E é nesse intervalo que nos sentimos sem rumo. Mas quando não resistimos ao novo constatamos que as mudanças muitas vezes oferecem excelentes oportunidades de evolução.

É exatamente nesse gap que começamos a definir as nuances da nova jornada. Quando compreendemos o porquê de algo terminar, percebemos que algumas situações não fazem mais sentido, justamente, por não mais representarem o reflexo de quem somos e de quem queremos nos tornar. E assim nos dispomos a criar algo que melhor defina nossa atual expressão.

Quando conseguimos vislumbrar o colorido de uma nova vida, os sonhos começam a reconstruir-se permitindo-nos aceitar que é o momento de resgatar as rédeas da nossa vida para construir um novo capítulo através de um reinício e uma nova visão de futuro.

Se não tivermos certeza de onde ir e se os ventos sopram, mas o futuro ainda está incerto, um modo de nos posicionarmos melhor para usufruir das novas etapas é considerar a orientação de profissionais experientes, os quais ajudem no desenvolvimento dos processos de autopercepção, autogestão e elaboração de estratégias que possibilitem a conquista dos novos objetivos.

Assim como mudar é inexorável, aceitar e expandir novas possibilidades faz parte da vida. É o processo de evolução contínua reeditando o curso das nossas estórias. Cabe a nós aceitar e agir ou resistir e vitimar-se. Respondemos pela ratificação do nosso presente e construção do nosso futuro. A decisão é e sempre será nossa.
Waleska Farias
- See more at: http://www.waleskafarias.com/artigos-view.php?id=101#sthash.tZe8ROe6.dpuf
O vazio que sentimos diante dos processos de mudança representa a resistência entre o que já foi e o que deve ser.

Gerenciar mudanças é hoje um dos maiores desafios que todos temos de enfrentar. Às vezes as mudanças que surgem são tão grandes que nos deixam sem norte, desorientados. Fusões, aquisições, mudanças de gestão, estratégicas, sistêmicas, tecnológicas, científicas e comportamentais. Uma avalanche contínua de novas vertentes que dificulta o posicionamento entre o que é e o que deverá ser. E em meio a essas indefinições, muitas vezes não conseguimos identificar o que queremos em convergência com o que, em essência, nos tornamos.

As trajetórias profissionais oferecem caminhos tão sinuosos que nos levam a reavaliar repetidas vezes a legitimidade e viabilidade dos nossos propósitos para chegarmos a um denominador comum. Agora, como mudar se na maioria das vezes nem ao menos conseguimos visualizar o que deve ser repaginado? Por isso muitas vezes nos sentimos desconfortados, estressados, desestimulados e sem a energia que responde pela determinação que nos mobiliza. Já não é possível identificar o que acontece e, então, é necessário parar e reavaliar nossas configurações pessoais e profissionais.

Muitas vezes a dificuldade de identificar e lidar com a causa real do desconforto, nos leva a terceirizar o problema e vitimar pessoas ao nosso entorno. Quando não sabemos lidar com as questões em solo próprio, transferimos a responsabilidade e nos tornamos observadores e não mais protagonistas da nossa própria vida. E é aqui que nos distanciamos da posição mestra da primeira pessoa e nos tornamos reféns de tudo o que construímos e permitimos enquanto próprio projeto de vida.

É essencial entender que se uma carreira ou mesmo uma relação termina, em geral, é porque não mais condiz com nossas necessidades e disposições. Quando não mais existem “trocas justas” nas relações de trabalho é porque já cumpriram sua função e devem ser superadas. E nesse processo é preciso ter discernimento para perceber o ponto de não retorno para, então, darmos a nós mesmos e a outra parte uma saída honrosa onde ambos possam evitar desgastes e evoluir em novas direções.

Mudança é um fato inexorável. Ou mudamos ou algo acontece e nos faz mudar. Somos chamados constantemente a nos desapegar do velho e nos liberar para o novo. E entre o velho e o novo é que nos deparamos com o vazio da incompreensão. E é nesse intervalo que nos sentimos sem rumo. Mas quando não resistimos ao novo constatamos que as mudanças muitas vezes oferecem excelentes oportunidades de evolução.

É exatamente nesse gap que começamos a definir as nuances da nova jornada. Quando compreendemos o porquê de algo terminar, percebemos que algumas situações não fazem mais sentido, justamente, por não mais representarem o reflexo de quem somos e de quem queremos nos tornar. E assim nos dispomos a criar algo que melhor defina nossa atual expressão.

Quando conseguimos vislumbrar o colorido de uma nova vida, os sonhos começam a reconstruir-se permitindo-nos aceitar que é o momento de resgatar as rédeas da nossa vida para construir um novo capítulo através de um reinício e uma nova visão de futuro.

Se não tivermos certeza de onde ir e se os ventos sopram, mas o futuro ainda está incerto, um modo de nos posicionarmos melhor para usufruir das novas etapas é considerar a orientação de profissionais experientes, os quais ajudem no desenvolvimento dos processos de autopercepção, autogestão e elaboração de estratégias que possibilitem a conquista dos novos objetivos.

Assim como mudar é inexorável, aceitar e expandir novas possibilidades faz parte da vida. É o processo de evolução contínua reeditando o curso das nossas estórias. Cabe a nós aceitar e agir ou resistir e vitimar-se. Respondemos pela ratificação do nosso presente e construção do nosso futuro. A decisão é e sempre será nossa.
Waleska Farias
- See more at: http://www.waleskafarias.com/artigos-view.php?id=101#sthash.tZe8ROe6.dpuf
O vazio que sentimos diante dos processos de mudança representa a resistência entre o que já foi e o que deve ser.

Gerenciar mudanças é hoje um dos maiores desafios que todos temos de enfrentar. Às vezes as mudanças que surgem são tão grandes que nos deixam sem norte, desorientados. Fusões, aquisições, mudanças de gestão, estratégicas, sistêmicas, tecnológicas, científicas e comportamentais. Uma avalanche contínua de novas vertentes que dificulta o posicionamento entre o que é e o que deverá ser. E em meio a essas indefinições, muitas vezes não conseguimos identificar o que queremos em convergência com o que, em essência, nos tornamos.

As trajetórias profissionais oferecem caminhos tão sinuosos que nos levam a reavaliar repetidas vezes a legitimidade e viabilidade dos nossos propósitos para chegarmos a um denominador comum. Agora, como mudar se na maioria das vezes nem ao menos conseguimos visualizar o que deve ser repaginado? Por isso muitas vezes nos sentimos desconfortados, estressados, desestimulados e sem a energia que responde pela determinação que nos mobiliza. Já não é possível identificar o que acontece e, então, é necessário parar e reavaliar nossas configurações pessoais e profissionais.

Muitas vezes a dificuldade de identificar e lidar com a causa real do desconforto, nos leva a terceirizar o problema e vitimar pessoas ao nosso entorno. Quando não sabemos lidar com as questões em solo próprio, transferimos a responsabilidade e nos tornamos observadores e não mais protagonistas da nossa própria vida. E é aqui que nos distanciamos da posição mestra da primeira pessoa e nos tornamos reféns de tudo o que construímos e permitimos enquanto próprio projeto de vida.

É essencial entender que se uma carreira ou mesmo uma relação termina, em geral, é porque não mais condiz com nossas necessidades e disposições. Quando não mais existem “trocas justas” nas relações de trabalho é porque já cumpriram sua função e devem ser superadas. E nesse processo é preciso ter discernimento para perceber o ponto de não retorno para, então, darmos a nós mesmos e a outra parte uma saída honrosa onde ambos possam evitar desgastes e evoluir em novas direções.

Mudança é um fato inexorável. Ou mudamos ou algo acontece e nos faz mudar. Somos chamados constantemente a nos desapegar do velho e nos liberar para o novo. E entre o velho e o novo é que nos deparamos com o vazio da incompreensão. E é nesse intervalo que nos sentimos sem rumo. Mas quando não resistimos ao novo constatamos que as mudanças muitas vezes oferecem excelentes oportunidades de evolução.

É exatamente nesse gap que começamos a definir as nuances da nova jornada. Quando compreendemos o porquê de algo terminar, percebemos que algumas situações não fazem mais sentido, justamente, por não mais representarem o reflexo de quem somos e de quem queremos nos tornar. E assim nos dispomos a criar algo que melhor defina nossa atual expressão.

Quando conseguimos vislumbrar o colorido de uma nova vida, os sonhos começam a reconstruir-se permitindo-nos aceitar que é o momento de resgatar as rédeas da nossa vida para construir um novo capítulo através de um reinício e uma nova visão de futuro.

Se não tivermos certeza de onde ir e se os ventos sopram, mas o futuro ainda está incerto, um modo de nos posicionarmos melhor para usufruir das novas etapas é considerar a orientação de profissionais experientes, os quais ajudem no desenvolvimento dos processos de autopercepção, autogestão e elaboração de estratégias que possibilitem a conquista dos novos objetivos.

Assim como mudar é inexorável, aceitar e expandir novas possibilidades faz parte da vida. É o processo de evolução contínua reeditando o curso das nossas estórias. Cabe a nós aceitar e agir ou resistir e vitimar-se. Respondemos pela ratificação do nosso presente e construção do nosso futuro. A decisão é e sempre será nossa.
Waleska Farias
- See more at: http://www.waleskafarias.com/artigos-view.php?id=101#sthash.tZe8ROe6.dpuf
O vazio que sentimos diante dos processos de mudança representa a resistência entre o que já foi e o que deve ser.

Gerenciar mudanças é hoje um dos maiores desafios que todos temos de enfrentar. Às vezes as mudanças que surgem são tão grandes que nos deixam sem norte, desorientados. Fusões, aquisições, mudanças de gestão, estratégicas, sistêmicas, tecnológicas, científicas e comportamentais. Uma avalanche contínua de novas vertentes que dificulta o posicionamento entre o que é e o que deverá ser. E em meio a essas indefinições, muitas vezes não conseguimos identificar o que queremos em convergência com o que, em essência, nos tornamos.

As trajetórias profissionais oferecem caminhos tão sinuosos que nos levam a reavaliar repetidas vezes a legitimidade e viabilidade dos nossos propósitos para chegarmos a um denominador comum. Agora, como mudar se na maioria das vezes nem ao menos conseguimos visualizar o que deve ser repaginado? Por isso muitas vezes nos sentimos desconfortados, estressados, desestimulados e sem a energia que responde pela determinação que nos mobiliza. Já não é possível identificar o que acontece e, então, é necessário parar e reavaliar nossas configurações pessoais e profissionais.

Muitas vezes a dificuldade de identificar e lidar com a causa real do desconforto, nos leva a terceirizar o problema e vitimar pessoas ao nosso entorno. Quando não sabemos lidar com as questões em solo próprio, transferimos a responsabilidade e nos tornamos observadores e não mais protagonistas da nossa própria vida. E é aqui que nos distanciamos da posição mestra da primeira pessoa e nos tornamos reféns de tudo o que construímos e permitimos enquanto próprio projeto de vida.

É essencial entender que se uma carreira ou mesmo uma relação termina, em geral, é porque não mais condiz com nossas necessidades e disposições. Quando não mais existem “trocas justas” nas relações de trabalho é porque já cumpriram sua função e devem ser superadas. E nesse processo é preciso ter discernimento para perceber o ponto de não retorno para, então, darmos a nós mesmos e a outra parte uma saída honrosa onde ambos possam evitar desgastes e evoluir em novas direções.

Mudança é um fato inexorável. Ou mudamos ou algo acontece e nos faz mudar. Somos chamados constantemente a nos desapegar do velho e nos liberar para o novo. E entre o velho e o novo é que nos deparamos com o vazio da incompreensão. E é nesse intervalo que nos sentimos sem rumo. Mas quando não resistimos ao novo constatamos que as mudanças muitas vezes oferecem excelentes oportunidades de evolução.

É exatamente nesse gap que começamos a definir as nuances da nova jornada. Quando compreendemos o porquê de algo terminar, percebemos que algumas situações não fazem mais sentido, justamente, por não mais representarem o reflexo de quem somos e de quem queremos nos tornar. E assim nos dispomos a criar algo que melhor defina nossa atual expressão.

Quando conseguimos vislumbrar o colorido de uma nova vida, os sonhos começam a reconstruir-se permitindo-nos aceitar que é o momento de resgatar as rédeas da nossa vida para construir um novo capítulo através de um reinício e uma nova visão de futuro.

Se não tivermos certeza de onde ir e se os ventos sopram, mas o futuro ainda está incerto, um modo de nos posicionarmos melhor para usufruir das novas etapas é considerar a orientação de profissionais experientes, os quais ajudem no desenvolvimento dos processos de autopercepção, autogestão e elaboração de estratégias que possibilitem a conquista dos novos objetivos.

Assim como mudar é inexorável, aceitar e expandir novas possibilidades faz parte da vida. É o processo de evolução contínua reeditando o curso das nossas estórias. Cabe a nós aceitar e agir ou resistir e vitimar-se. Respondemos pela ratificação do nosso presente e construção do nosso futuro. A decisão é e sempre será nossa.
Waleska Farias
- See more at: http://www.waleskafarias.com/artigos-view.php?id=101#sthash.tZe8ROe6.dpuf