quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Mussum e o País ingênuo que não existe mais


Vinte anos após a morte do humorista, a sua imagem é hoje usada por quem se ressente por não poder esculachar minorias sem provocar ofensas.

Os Trapalhões
 Marcelo Braga/Flickr
Grafite inspirado no quarteto Os Trapalhões, sucesso dos anos 1980 na tevê brasileira

Quem acompanhou as homenagens ao humorista Antonio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, morto há exatos 20 anos, imagina que o Brasil era um lugar puro, ingênuo e agradável no tempo dos Trapalhões. Não havia maldade, não havia patrulha, não havia preconceito. Tal qual Adão e Eva no Paraíso, toda a maldade estava nos olhos de seus criadores, os chatos que inventaram de inventar o pecado e a escuridão e transformaram brincadeira em ofensa e alegria, em constrangimento.
Por algum motivo, o histórico dos Trapalhões se tornou exemplo de como era possível viver em harmonia, sem patrulhas nem amarras politicamente incorretas, até bem pouco tempo atrás. A perda dessa “inocência” é lamentada por quem vê no Mussum, um ator e músico de talento incomparável, o símbolo de um período permissivo, libertário e saudável. Um tempo em que o da poltrona podia ver um negro alcoólatra sacaneando um cearense cabeça chata, que sacaneava o travesti desbocado, que sacaneava o negro banguela.
É sempre delicado analisar, de forma isenta, o que formou e faz parte da nossa memória afetiva. Os Trapalhões são parte dessa memória, pelo menos da minha, que passei boa parte da vida chegando em casa ansioso depois dos passeios de domingo para assistir ao programa da TV Globo. Até hoje me pego rindo à toa das esquetes, algumas disponíveis no YouTube graças às almas mais altruístas. Mas me incomoda um discurso comum entre os antigos fãs do quarteto: naquele tempo não tinha maldade. Como me incomoda o uso da imagem do Mussum como prova desse discurso: “Olha só, batíamos nele e ele nem ligava”.
Aparentemente não ligava mesmo, e isso torna a discussão ainda mais complicada – algo como “se ele não se ofendia, quem sou eu para me ofender por ele?” Mas, zapeando pela internet, encontrei recentemente uma entrevista antiga do comediante à revista humorística Casseta. Me perguntei se aquela entrevista seria aceita hoje e os porquês. Foi o encontro de dois tipos de humor, que tiveram o seu tempo, e hoje talvez não produzissem o mesmo efeito por um motivo simples: evoluímos. Aos trancos, e não na velocidade ou totalidade que deveríamos, mas evoluímos.
Na entrevista é possível rir em muitos momentos e vivenciar o clima de despojamento da época e do bar onde foi gravada. Mas há uma certa melancolia ao tropeçar no velho humor sexista e homofóbico do Casseta e Planeta, grupo que fez sucesso nos anos 1990 sem que parte dos seus integrantes tivesse saído da fase anal. A cada quatro perguntas, três tinham alguma pegadinha de duplo sentido. Você deu? Sentou? Entrou? É chegado? É de fora pra dentro? E gargalhadas.
Alguém, certificando-se de não estar sendo vigiado, poderia confessar: “Foi engraçado, vai?”. E outros poderiam dizer: engraçado para quem?
Na história dos movimentos sociais, só quem sofreu todos os preconceitos na carne (ou na pele) pode dizer quantos anos foram congelados no tempo graças às piadas que ridicularizavam determinados tipos sociais. Quantos anos de luta e sofrimento foram desmoralizados pela ofensa preservada no estereótipo da bicha louca, do negro burro, do judeu (ou o turco/árabe) muquirana, da vizinha devassa?
No caso do Mussum, apelido dado por Grande Otelo em referência a um peixe liso, a história é um pouco mais complexa. Primeiro porque nem ator nem personagem eram totalmente ingênuos, como hoje parecem ser lembrados. O primeiro aprendeu a se virar desde cedo, quase sempre em grupo, no morro, no bar, na Aeronáutica, no teatro, na roda de samba, no estúdio da tevê. O segundo rebatia provocações e não levava desaforo para casa – “negro é seu passado”.
A negação à questão causava desconforto aos grupos antirracismo já na época. Na entrevista, Mussum comentava a reação do movimento negro a uma frase de Renato Aragão ao ver integrantes de sua família em uma piscina: "Pensei que fosse uma sopa de berinjela”. Mussum dizia não entender a gritaria. Argumentava que também sacaneava os cearenses, caso do colega, chamando-os de cabeça de passar roupa. E que ninguém se ofendia por isso. Talvez seja esse o fator de nostalgia de quem hoje vê no período um tempo de inocência: o tempo em que uma minoria podia sacanear outra minoria em canal aberto e ninguém dizia se ofender por isso.
Na mesma resposta, Mussum dizia não aceitar as críticas de que não ajudava os negros, e citava como exemplo o fato de alimentar vários deles em sua casa. E terminava dizendo estar disposto a debater o racismo apenas em casos de discriminação expressas, caso alguém dissesse, por exemplo, ter sido proibido de entrar em determinados lugares por causa da cor.
A entrevista é de outubro de 1991. Mussum já havia visto e vivido muito da vida. Consolidara uma carreira brilhante com uma generosidade ímpar, como atestam todos os testemunhos sobre ele desde a sua morte. Mas não parecia ter se dado conta a tempo do quanto servia a um discurso violento, que na prática, e fora das telas, provocava mais choro do que gargalhada – ao menos para quem era diariamente maltratado e/ou ridicularizado por causa da cor da pele.
O Brasil dos tempos dos Trapalhões, como o Brasil de hoje, não era um País inocente. Era um País onde a maioria da população era negra ou morena, mas não era maioria nas universidades, nos postos de destaque de empresas, nos gabinetes públicos, nos sistemas de representação, na produção científica, nos tribunais e até nos shoppings. Era maioria, no entanto, nas ruas, nos grupos de jovens abandonados, nos morros, nas cadeias, nas fotos com tarja preta dos jornais.
No Brasil do tempo dos Trapalhões, como o Brasil de hoje, poucos admitiam ter preconceito, e poucos seriam capazes de barrar a entrada de alguém em um espaço público pela cor da pele. Como hoje, e como em outros países, havia quem atirasse bananas para jogadores negros ou mulatos no campo, mas só porque eram, como ainda são, protegidos pelo anonimato da arquibancada.
Ao pé do ouvido, e certificando-se de não estar sendo vigiado, havia, como ainda há, quem colocasse em prática os mecanismos invisíveis de seleção, a começar dentro de casa, na escolha das companhias dos filhos (sobretudo das filhas), no discurso de dois pesos e duas medidas a depender da cor de quem prestava um serviço (ou uma barbeiragem no trânsito ou um chute torto no jogo de futebol) ou nas piadas inocentes que mantinham todos na mesma posição herdada dos avós, quando a escravidão formal fora substituída por outras formas de escravidão.
Naquele Brasil, o personagem negro e alcoólatra sacaneava o cearense cabeça chata, que sacaneava o travesti desbocado, que sacaneava o negro banguela – para alegria dos patrões brancos que não entravam na trama.
O Brasil de hoje não é tão diferente do Brasil dos Trapalhões, mas o acumulado de anos, lutas, instrumentos de políticas públicas, campanhas e debates começam a produzir um mínimo de constrangimento a velhas gracinhas antigamente aceitas e transmitidas de pais para filhos.
Tempos atrás, o integrante de uma banda de um stand up comedy abandonou o espetáculo ao ser chamado de “macaco” por um comediante branco diante de uma plateia de maioria branca. Esses são os tempos de consciência que a casa grande confunde com hipocrisia: os tempos em que os anos de sofrimento e luta não estão expostos para o riso, nem dos amigos, nem da plateia. Uma pena que Mussum não tenha vivido para ver. E uma pena que sua imagem, entre genial e inocente, seja usada hoje para apelos ao retorno de outros tempos: os tempos em que a risada era a única arma disponível contra o esculacho dos séculos de escravidão não abolida.

 Fonte: Carta Capital

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Já ‘pulou um tubarão’?


Imagem: Reprodução. - Fonzie 'pulando um tubarão', no seriado Happy Days.



Estive lendo algumas expressões curiosas essa semana. Encontrei uma particularmente interessante: ‘pular um tubarão’. Maurício Stycer explica sobre a expressão, ‘pular um tubarão’ é um termo bem conhecido por fãs de séries de televisão. A expressão define aquele momento em que o programa que você acompanha já há algum tempo dá uma escorregada gigantesca para prender a audiência. E quando isso ocorre, tudo indica, está começando a sua decadência. O termo foi criado pelo comediante Jon Hein nos anos 90, inspirado numa cena da série ‘Happy Days’. Exibido por 11 temporadas, entre 1974 e 1984, o programa mostrava as aventuras de uma turma de amigos nos anos 50 e 60, e ficou marcada pelo tom otimista e alegre das histórias. A certa altura da quinta temporada, um dos personagens principais, Fonzie (Henry Winkler), está esquiando no mar e pula por cima de um tubarão, numa cena completamente sem propósito, que marcou uma surpresa e, de certa forma, uma ruptura com o clima ameno do programa.’Pular o tubarão’, como quase tudo que diz respeito ao universo da televisão, é uma sensação pessoal, subjetiva, que só os fãs são capazes de experimentar”. Deixando de lado a abordagem televisiva do bordão em questão, quantas vezes já ‘pulamos o tubarão’? Tudo caminhava bem e uma ação impensada, sem propósito, uma palavra mal colocada, um encontro que não deveria ocorrer – sim, porque há encontros que nunca deveriam se dar -, ou tantas outras situações fizeram com que a partir daquele momento as coisas perdessem o sentido? Mas isso é uma sensação pessoal, subjetiva. Quem está de fora, muitas vezes, não percebe. Tampouco nós como protagonistas de nossas histórias. Sentimos apenas o vazio, o despropósito, a desmotivação, o sentimento de perda. Viver sem sentido é como morrer sem desfalecer. Parece maluco, mas é a pura verdade. Quantos tubarões não são pulados todos os dias! Vê-se pela ausência de amor, generosidade, paciência, respeito e outras características fundamentais em nossos dias. Desejo histórias reais, equilibradas, com tons otimistas e alegres sem a necessidade de efeitos mirabolantes para se chamar a atenção do outro. Admiro mesmo quem consegue manter uma estabilidade em sua existência, sem rupturas epistemológicas impróprias e inúteis. Maruschka estava certa, menos é mais! A grande questão é que muitas vezes não falamos a mesma língua, no final das contas. Grande Maruschka Lemos de Sá! A verdade é que cansei de tubarões pulados, mesmo antes de conhecer a expressão.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Viver sem tempos mortos



 Trecho do poema "Viver Sem Tempos Mortos" de Simone de Beauvoir, narrado por Fernanda Montenegro.
 Música: Humming Chorus

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Carta a um Amigo


Imagem: Reprodução



O tempo, os imprevistos, a rotina, as cicatrizes da vida vez por outra nos tornam insensíveis. Isso nunca foi ou será positivo. Talvez por isso o mundo tenha se apresentado tão gélido, incapaz de aquecer seres humanos sensíveis e necessitados de atenção especial. Quando me refiro a ‘atenção especial’ não tem nada a ver com privilégios ou preferências. Tem a ver com o necessário, o de direito. Cada vez mais observo que o trivial tem se tornado algo excepcional e o desnecessário normal. Nota-se isso pelos escândalos a respeito de roubos, injustiças, ilegalidades, desamor, guerras, entre tantas outras coisas negativas. Realmente, o bom se tornou ruim e vice-versa. Ainda não me adaptei com essa inversão de valores. Nem desejo me acostumar. O fato é que mesmo não concordando com todas essas coisas me pego absorto a essa realidade. Como que afogado por um sistema que cala, oprimi e mantêm distraído quem se irrita com tudo a sua volta. Perdoe-me se me mostro omisso a tudo o que se ocorre contigo. Mas jamais duvide do amor sincero que tenho por sua figura.  Poucas pessoas tem a oportunidade de ocupar em meu coração um espaço tão valioso. Dizer que é como um irmão é muito pouco. Talvez a analogia correta seja, você sou eu em outro corpo físico, assim como gostaria que me considerasse você em outra carne. Porque na verdade somos todos um, em adaptações variadas. Minhas dores, alegrias, amores, dissabores, vitórias, perdas, empates são seus, e o contrário tenho certeza que também se dá. Falho por não dar atenção devida aos seus problemas, questionamentos, conflitos assim como faço com os meus. É um grande erro deixar tudo subentendido, nem todos interpretarão o que gostaria que lessem. Estamos atravessando um período conflituoso, mas é uma grande bobagem pensar que nesse sistema isso não se daria e continuará a ocorrer. O que temos que desenvolver – mesmo que não seja um ‘quesito de fábrica’ – é a paciência. Eis a virtude mais importante para os nossos dias! Sejamos pacientes e caminhemos juntos por essa estrada esburacada, ‘sem pavimentação’, (im)previsível, que mescla belos e angustiantes cenários que é a vida. Para uma longa jornada é necessário o primeiro passo, aprendi um dias desses num filme. E quanto mais passos, mais próximos estaremos do que desejamos. O importante é caminhar – e cantar para a viagem não ser enfadonha. E dependendo de como for aproveitar a viagem, a velocidade não importará. Mas lembre-se que temos que ser constantes. Sempre vendo o que é invisível. Enquanto não chegamos ao destino, vamos nos regalar com esse belo e indispensável itinerário. Sempre sorrindo para o dia nascer feliz e permanecer assim. Queria mesmo era ser completamente aquilo com quem simpatizo! Só assim seria capaz de transforma agora sua existência num mar de rosas, sem o fundo de espinhos.
Sem mais para este momento, mas tendo muito que expressar.

domingo, 3 de agosto de 2014

O racismo não está nas diferenças



O racismo não está nas diferenças



No último dia 25, Dia Nacional da Mulher Negra, data oficializada no Brasil como oportunidade para homenagear Tereza de Benguela, houve muita discussão em torno da necessidade de se criar uma data separada para as mulheres negras. Muitos alegam, em comentários na própria página da Revista Fórum, que o 25 de Julho acaba sendo mais uma forma de racismo, pois diferencia as mulheres negras das demais mulheres, especialmente das brancas. Muitos comentaristas são pessoas bem intencionadas, que não conseguem identificar a raiz do desconforto que sentem em datas como o Dia da Mulher Negra ou o Dia da Consciência Negra. Eventos voltados para as pessoas negras acabam incomodando essas pessoas. Por quê?
O Brasil é um país que trata questões raciais de forma problemática e preocupante: é corriqueira a noção de que nomear cores é indesejável, ou seja, a simples constatação de que há pessoas brancas, pretas e amarelas, para grande parte da população, já é encarada como uma espécie de racismo. O que essas pessoas ignoram ou teimam em compreender é que o racismo existe a partir da ideia de superioridade de um grupo sobre outro, tendo como um de seus mecanismos o silenciamento e apagamento das manifestações identitárias do grupo considerado inferior. Portanto, o racismo não está no fato de reconhecer que existem pessoas de diferentes cores e práticas culturais enraizadas na experiência coletiva de cor, mas sim em dissimular o material e escondê-lo, sem promover qualquer reflexão sobre a diversidade existente em certo contexto social.
Em nosso país há pessoas de muitas cores, assim como manifestações culturais plurais e diversificadas; afinal, nossos ancestrais se originaram de diferentes lugares do planeta, de quem herdamos nossas religiões, danças, músicas, artes e culinária. Não há nada de racista em enxergar as belas diferenças no Brasil – mas é preciso ir além da celebração. A cor de uma pessoa, atualmente, ainda implica em situações de discriminação ou desfavorecimento. Esse é um fato histórico que vem sendo reproduzido há muitos séculos e ganha força na omissão. Por isso, agir como se o racismo não existisse não faz com que ele desapareça; pelo contrário, possibilita sua manutenção sem que em qualquer momento seja desafiado.
Quando o movimento negro e o feminismo negro estabelecem datas simbólicas e levantam o debate racial dentro dos movimentos sociais, a esperança é de que mais pessoas passem a enxergar o racismo estrutural e cotidiano, presente em todas as esferas sociais. Usando o 8 de Março – Dia da Mulher – como exemplo, é possível analisar a forma como o racismo atua: nesse dia é feita uma universalização da experiência feminina, seja no sentido político ou no sentido de homenagem. O que acontece é que todas as mulheres são unificadas sob seu gênero, sem que sejam consideradas suas especificidades. Isso não é totalmente negativo, mas ainda é muito prejudicial para certos grupos de mulheres. Ser uma mulher negra não é o mesmo que ser uma mulher branca – e isso não se justifica sob pretextos biologizantes e higienistas, mas sim por razões socioculturais. Isso é um fato pautado em dados, estatísticas e análises acadêmicas dos dados colhidos em pesquisas: a forma como mulheres negras são tratadas em nossa cultura é carregada da herança mais cruel trazida da escravidão e ainda hoje continua dificultando suas vidas.
Somos pessoas diferentes e tais diferenças são pertinentes no mundo real. Isso não quer dizer que somos melhores ou piores do que outras pelo simples fato de termos a pele de uma certa cor ou uma religião diferente da outra. Ainda assim, conscientizar-se de nossas diferenças nos prepara para reagir diante do racismo, não o aceitando independente de quem seja agredido por ele. Além disso, a plena aceitação da diversidade possibilita a convivência amistosa e o respeito pelo espaço do outro, sem nenhuma síndrome de superioridade. Desse ponto de vista, é possível entender, por exemplo, que o cabelo crespo é uma característica das pessoas negras, que ainda lutamos contra o preconceito direcionado a esse tipo de cabelo e que esse preconceito é originado no racismo. Somente identificando todos esses fatos e nomeando o racismo é possível que ele seja extinguido.
Por isso, um dia para lembrar e discutir as especificidades sociais das mulheres negras não configura racismo. Datas como 25 de Julho e 20 de Novembro são oportunidades catalisadoras de força, meios de denunciar a discriminação e de propor soluções. O racismo não está em nossas diferenças, mas sim na hierarquização que, infelizmente, ainda é atribuída a elas.

Foto de capa:  Flickr / University of the Pacific Black Law Student Assoc. 

Fonte: 

sábado, 2 de agosto de 2014

Ilustrações mostram como comentários maldosos afetam a vida das pessoas


Leia abaixo uma das matérias mais interessantes da semana veiculada na página Hypeness sobre insultos que ouvimos, ou expressamos, todos os dias e não nos damos conta de quão agressivo é. Confira!


Talvez você já tenha passado por isso: durante um dia inteiro, você recebe vários elogios de como está bonito (a) ou bem arrumado (a), mas, 5 minutos antes de acabar seu expediente de trabalho, alguém fala pra você: “Nossa, como você tá.. cheinho (a)“. E pronto, é o suficiente para arruinar seu dia e fazer com que todos os elogios anteriores desapareçam e você só lembre do último comentário ruim.
Pois é, as palavras têm poder mesmo. Postamos aqui no Hypeness há alguns dias sobre uma ilustradora mineira que fez vários desenhos com frases lembrando que a mulher é dona do próprio corpo (relembre aqui). O post foi talvez um dos mais debatidos na história do Hypeness (quase 2 mil comentários), o que mostra que muito ainda existe muito para conversar sobre o tema.
Conhecemos então o trabalho de uma outra ilustradora, chamada Katarzyna Babis, radicada na Polônia, que fez algumas representações de situações em que pessoas fazem comentários estúpidos e não fazem ideia do quanto esse comentário afeta a pessoa que é alvo das palavras.
Veja os desenhos, reflita e nos diga se você já escutou algo parecido.. ou já falou algo parecido, e entenda por que isso é tão grave:
traducao1
traducao2
traducao3
traducao4
traducao5
traducao6

Traduções originalmente feitas pelo site Papo de Homem.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sobre servir

 
Imagem: Reprodução
 
 
O ato de servir aos outros a qualquer momento em que isso seja necessário pertence ao campo do comportamento, e não só da competência. Notamos com clareza as pessoas disponíveis e generosas. Elas são mais visíveis que as demais porque irradiam uma espécie de luz que as distingue e as enaltece.

A todo instante temos a chance de servir a alguém, facilitando sua vida e engrandecendo a nossa. Servir é, ou deveria ser, a essência do ser humano. E isso, definitivamente, não tem relação com profissão, função, classe social, sexo ou idade. Tem a ver com disposição, qualidade moral, elevação espiritual. Não há nada de subserviência em servir. Servir engrandece.