Definitivamente, não nascemos para viver um amor
sereno, linear – não desejo generalizar, mas muitos de nós temos que reconhecer
isso. Gosto de dizer que somos protagonistas de nossas histórias, e somos. Estamos
habituados a acompanhar folhetins, séries e filmes em que o protagonista sofre
por seu grande amor durante toda a história e só é feliz no final, um momento
breve que dá a entender que é eterno, mas não acompanhamos. Afinal, estamos
condicionados, o fim é o fim e pronto. Talvez pensemos assim a respeito de
nossos amores. ‘Os conflitos deixam a chama da paixão acesa’, é o que muitos
defendem. O momento de paz não é válido, é preciso lutar – se engalfinhar – por
amor. Grande bobagem! Quantos amigos/as já disseram que terminaram a relação
porque ela/e era perfeito demais, quase não brigavam. Como se compreender o
outro fosse um defeito devastador. Na adolescência esse pensamento perecia ser
mais latente. Ouvíamos Paulo Ricardo, Renato Russo e outros, imaginávamos, e vivíamos,
histórias melodramáticas, mas o amor foi muito mais leve para quem amadureceu a
tempo. Sorte e competência deles. As histórias leves e equilibradas tem seu
valor, temos que saber valorizá-las. Viver um excelente e sereno amor não pode
estar condicionado apenas ao fim do folhetim que protagonizamos. O amor não
precisa ser turbulento e tumultuado. O amor pode, será e é uma brisa a quem
valoriza.
Espaço com expressõs de mentes anônimas e famosas. Aqui você encontra músicas, filmes, poesias, crônicas, pesquisas, frases ou todas elas na mesma postagem. Doses diárias de reflexão para você que tem a sensibilidade de compreender que a vida é uma arte sem fim.
domingo, 29 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
O amor não pede curtidas
De que vale um status de relacionamento com cem curtidas, se os
beijos não duram sequer um minuto? De que servem dezenas de declarações
públicas quando o que realmente importa é resolvido em modo privado?
Qual o sentido em ostentar fotos de casal quando, ao menor sinal de
estremecimento, elas são simplesmente deletadas?
A internet, como facilitadora que é, se apresenta como um verdadeiro
alento para pessoas que se querem bem e que se encontram fisicamente
distantes, porém, ela jamais pode ser um pretexto para a falta de
abraços na vida de quem tem essa possibilidade. Quando o assunto é toque, o touchscreen leva desvantagem.
Amor pede olho no olho; chamadas de vídeo e mensagens de texto tendem a
favorecer os covardes, pois, sempre haverá a desculpa de uma conexão
ruim.
Paixão pede platéia, amor pede cumplicidade.
Quando estamos apaixonados, desejamos que o mundo assista de camarote
a nossa felicidade, mas, quando tornamos públicos os nossos romances,
tornamos públicas também as expectativas em torno deles. Aí mora o meu
questionamento: em tempos de exposição total, quão interessante pode ser
um amor confidencial, longe dos holofotes, do mal olhado e da dor de
cotovelo de quem é – infelizmente – mal amado?
Admito que sou um entusiasta das relações virtuais. Conheci – e
continuo conhecendo – pessoas fantásticas através das redes sociais,
pessoas que tornam-se, muitas vezes, inesquecíveis. Já expus alguns dos
meus relacionamentos também e, quem sou eu para dizer que não o farei
novamente, um dia. Este texto não é nem de longe uma condenação, mas uma
pequena reflexão acerca dos desgastes que a uma exposição desse porte
pode acarretar a uma relação amorosa, entretanto, somente o casal em
questão é capaz de tomar essa decisão.
Espero que os romances sejam lindos e duradouros, com ou sem um status de relacionamento nas redes sociais.
Fonte: Entenda Os Homens
domingo, 15 de março de 2015
As crianças encaram a deficiência assim. E você?
Uma coisa é certa: a maldade e o preconceito estão nos olhos de quem vê.
No
vídeo produzido pela ONG francesa Noémi Association, você vai se
espantar e se encantar como as crianças enxergam a deficiência física.
Na
experiência, país e filhos são convidados a ver um vídeo com pessoas a
fazer caretas. A tarefa é imitar todas as caretas que são feitas na
tela. No final, aparece uma garota com necessidades especiais e a reação
é surpreendente.
Fonte: Vídeos do dia
sábado, 14 de março de 2015
Um brinde a sociedade corrupta que reclama da corrupção
por Jannine Dias
O assunto político tem tomado grandes proporções ultimamente. As
mídias sociais estão repletas de revoltas contra os políticos em geral e
afirmações extremas sobre os mesmos, o ódio contra a corrupção que
afeta a população é mais do que aceitável, é necessário. As páginas no
facebook pedindo impeachment (mesmo que escrito errado) da presidente e
esbravejando contra a corrupção dos poderosos ganham milhares e milhares
de seguidores todos os dias e defensores mais que calorosos. Pessoas
que votaram em um candidato se sentem superiores e adoram gritar aos
quatro ventos que não colaboraram com o caos regrado à corrupção que
temos vivido atualmente. Será?
Quando nos perguntamos o porquê de ser praticamente impossível
encontrar um candidato com a ficha limpa bem posicionado no Brasil,
dificilmente obtemos respostas. O problema em geral está na população. É
isso aí, somos nós mesmos, que não apenas tememos o desconhecido como
colaboramos diretamente para a corrupção geral.
Sabe aquele dinheiro que você, mesmo vendo o rapaz derrubar, botou no
bolso correndo antes que ele percebesse que caiu? Aquele dinheiro que,
ao dar o troco, o atendente do supermercado te passou sobrando e você
manteve silêncio e se sentiu satisfeito, sortudo? Àquele produto que
você comprou baratinho mesmo desconfiando que era roubado, àquela
prestação que você espera “caducar” no sistema de proteção de crédito e
não pretende pagar nunca? E aquele dia que você fingiu estar dormindo no
banco colorido do ônibus para não precisar ceder o lugar para a
gestante ou o idoso que entrou? Você entrou pelas portas traseiras do
ônibus se sentindo o maioral e ainda é cheio de desculpas? Pois é. Sabia
que os políticos corruptos também inventam um monte de desculpas para
justificar seus atos? Você é tão corrupto e egoísta quanto os odiosos
políticos que você acusa com tanto ardor.
http://elisefernandamello.pbworks.com/f/%C3%94nibus.jpg
Você sai por ai, esbravejando contra todos e se sentindo vítima da
corrupção que você mesmo alimenta, mas está sempre tentando levar
vantagem em tudo. A diferença entre você e os nossos políticos é que
você tem menos poder. Do contrário, seria mais um se divertindo com o
dinheiro público. Se você aproveita todas as oportunidades, mesmo que
incorretas, para se dar bem nas situações, comece a pensar em suas
atitudes antes de sair acusando por aí. Vamos aprimorar nosso próprio
caráter para garantir melhores pessoas no poder futuramente, a começar
por nós mesmos?
Obrigada.
Jannine Dias
Designer gráfico obcecada por detalhes,
devoradora de livros, tiete de objetos antigos, cinéfila de terror e
apaixonada por qualquer indício de passado regrado à chá e chocolate..
Saiba como escrever na obvious.
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sexta-feira, 13 de março de 2015
AMOR E TORTURA
Fabrício Carpinejar
| Reprodução |
Há uma diferença na relação entre amar e torturar e muitos se confundem.
Amar é ficar satisfeito com a presença. Torturar é ser insaciável.
Amar é sempre dizer que já tem o suficiente. Torturar é sempre pedir mais e chamar atenção para aquilo que não recebeu.
Amar é conter o ciúme. Torturar é não deixar sair.
Amar é sentir saudade e fazer declarações. Torturar é não mandar notícias.
Amar é assumir a responsabilidade. Torturar é culpar.
Amar é festejar a simplicidade. Torturar é complicar a conversa.
Amar é recordar os momentos felizes. Torturar é lembrar as discussões.
Amar é evidenciar as qualidades de nossa companhia. Torturar é censurar os defeitos.
Amar é acalmar. Torturar é implicar.
Amar é fazer tudo para dar certo, torturar é fazer tudo para dar errado e ainda dizer que avisou do pior.
Quem ama quer ser melhor para o outro. Quem tortura quer ser melhor do que o outro.
Ouça o comentário, na Rádio Gaúcha, programa Gaúcha Hoje, apresentado por Antonio Carlos Macedo e Jocimar Farina.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Pesquisa comprova que ofensas na infância refletem na personalidade
![]() |
| Reprodução |
A
"Lei da Palmada" pune humilhações e ameaças feitas a uma criança.
Apesar do que sugere o nome pelo qual a lei ficou conhecida, as
agressões verbais são um problema tão grave quando as físicas.
Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(PUCRS) constataram a relação entre palavras ofensivas e de negligência
emocional na infância e a personalidade do adulto, como mostra
reportagem do Fantástico (confira no vídeo).
Para fazer o estudo, os psiquiatras criaram uma página na internet,
na qual o entrevistado faz um cadastro anônimo e responde a perguntas
sobre suas experiências de vida. Em troca, recebe um perfil de
personalidade. Os pesquisadores usam as informações para comparar os
relatos de maus tratos físicos e emocionais na infância com as
características atuais do temperamento de quem preencheu o cadastro.
Lembranças de ofensas reduzem em até 30% a autoestima e o otimismo,
e aumentam em 20% a impulsividade. "O pior tipo de trauma que uma
criança pode passar é o abuso emocional. Ofensas, humilhações e
hostilidade verbal. Porque, eu diria assim, a dor do coração não passa",
explica o psiquiatra Diogo Lara, coordenador da pesquisa.
O estudo apontou que 60% dos brasileiros já sofreram abuso
emocional. A psiquiatra Cláudia Szobot, terapeuta do Instituto da
Família, confirma que, em muitas famílias, os adultos repetem com os
filhos as agressões verbais que viveram na infância.
"Aquelas figuras cuidadoras de amor, que deveriam ser cuidadoras,
deram para ela essa mensagem, que está bem xingar, que pode ser
estúpido, que pode desqualificar o outro e muitas vezes a criança cresce
achando que isso é normal, que é assim mesmo", diz a psiquiatra.
Cláudia sugere o que um pai pode fazer quando constatar o erro.
"Ele pode pedir desculpas para a criança, [falar] que ele não quis dizer
aquilo, ele estava fora de si. Isso também mostra para criança a
humildade, que as pessoas podem errar", aconselha Diogo.
Talvez eu possa desculpar, mas que infelizmente eu não vou esquecer"
Insultos na infância
Aos 35 anos, um homem que não quis se identificar afirma que ainda
sofre com o que ouvia na casa do pai, que hoje, depois de uma terapia
familiar, reconhece o erro. "Eu diria que talvez eu possa desculpar, mas
que infelizmente eu não vou esquecer", diz.
O pai reconhece o erro. "Eram agressões no sentido de humilhar e ofender e diminuir ele", lembra.
Já o filho recorda com detalhes. "Chamou-me várias vezes alegando
peculiaridades físicas, me chamou de podridão. Ele era muito maior do
que eu fisicamente, então não me sobrava muito essa alternativa, senão
me resignar", lamentou.
Uma menina, que também não quis se identificar, relata ter sido
insultada pela mãe. "Ela me chamava de prostituta, falava que eu não
prestava, que eu tinha que morrer, porque ela não me aguentava mais",
conta. "Eu sofria muito quando ela me falava tudo isso, e eu me sentia
muito pra baixo", acrescenta.
Quando a menina tinha 14 anos, a Justiça tirou a guarda da família
biológica. Ela foi adotada e, quando tinha a atenção chamada, percebia a
diferença entre os tratamentos que recebia. "Eles sentam comigo e
conversam e falam: ‘Isso está errado. Então vamos tentar mudar isso",
responde.
quarta-feira, 11 de março de 2015
Afinal, somos produtos ou pessoas?
por Nathália Moura
Desde muitos e muitos anos atrás, o homem cortejava a mulher
escolhida, aquela que mais lhe chamava a atenção e ela, sendo recatada,
devia esperar por seu homem. Claro, existiu também o tal do casamento
formado, em que não se podia escolher seu par. Mas a mulher e/ou o homem
também eram objetos de escolha, mesmo que fosse pela família. As
pessoas, na maioria das vezes, assumem esse papel, inconscientemente.
Remetendo aos dias atuais em que podemos ver que a mulher conseguiu
seu espaço, não inteiro, mas uma parcela um tanto quanto significativa.
As mulheres continuam sendo escolhidas, como se fossem produtos em uma
prateleira, qual é a mais bem vestida, mais bonita, tem o corpo mais
magro, que tem o cabelo mais bonito e hidratado, as unhas impecáveis e
tantas outras coisas, que vez ou outra me dá aos nervos.
Claro que também possuem homens desse tipo, que criam competições
imaginárias entre si. Quem possui mais dinheiro, o melhor carro, os
músculos mais definidos. O que no final só atrai pessoas também
superficiais que mantêm sentimentos superficiais.
Então, qual é, viramos mercadoria barata?
Desculpe, não posso generalizar. Vejo também lindas exceções,
mulheres que conseguem mostrar ao mundo que o seu papel é muito maior do
que se pode imaginar e deduzir, elas não se importam de sair na rua com
o cabelo mal penteado ou com a primeira roupa que encontra no armário
de vez em quando, saem determinadas, fazem o que querem fazer sem ter
que precisar passar por cima dos outros, ousadas, inteligentes,
imperfeitas, que se assumem como tal e se viram sozinhas, sem precisar
sustentar relações pobres. Assim também, como há homens dedicados,
determinados, respeitosos, com valores. Pessoas que se encontram e
acabam por encontrar o outro. Pessoas que não escolhem pela marca, pela
embalagem, pelo selo de garantia, mas pelo conteúdo, pelo espírito, pelo
coração.
Infelizmente, desde que o mundo é mundo, o status social representou
grande parcela daquilo que somos e assim deixamos de ser um pouco o que
queremos, pra sermos o que o mundo quer. Praticamente máquinas. Com
sentimentos manipulados pelas propagandas da TV, por ideias implantadas
pelos interesses de quem está no poder e assim quer continuar.
É tão bonito ver o artista fazer a arte pra si, para o mundo, o seu e
o dos outros, com tamanha simplicidade que chega a ser ousado. É tão
bonito ver aquelas pessoas que deixam seus celulares para estar na vida,
com os amigos, com a família. É bonito ver pessoas fora de moda, fora
dos padrões, pessoas excêntricas, esquisitas, especiais. Que descartam
opiniões que não servirão para crescimento. Que acreditam no amor, não
esse tipo de amor atual efêmero, mas aquele que cuida, que está presente
independente dos quilômetros, que transcende o nosso ser, amor genuíno.
É tão bonito ver pequenas gentilezas, em um mundo hostil que só
consegue enxergar o próprio umbigo.
Como diria Gandhi: "Seja a mudança que quer ver no mundo". Ou
Tolstoi: "Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a
si mesmo." Até mesmo: "Ontem eu era inteligente, queria mudar o mundo.
Hoje eu sou sábio, estou mudando a mim mesmo."
Frases assim, nos fazem querer mudanças. Tentar enxergar os nossos
mundos mais profundamente e encontrar o que nos falta e o que é
descartável. Mas mudar não é só trocar os pensamentos, é agir, é ser.
Aquele que vê uma briga e não faz nada, também está tomando uma atitude.
Pensar é diferente de agir, eu sei, você sabe, a teoria sempre foi mais
fácil do que a prática.
Nós nunca precisamos de muito, do tanto que a mídia exibe que
precisamos. Na verdade o muito acaba se tornando pouco, muitas vezes. A
questão não é ter o melhor de tudo, mas é valorizar o que você tem, é
ser o melhor que pode ser, não querer ser o melhor de todos, a vida não é
uma competição, nós não devemos ser inimigos uns dos outros, devemos
juntar forças, devemos nos ajudar. O mundo exige união, mas só cria
situações de discórdia.
Comece com pequenas coisas, simples, quase imperceptíveis, depois
alcance as grandes, transforme o seu mundo. Ser é diferente de ter. No
fim o que fica é o que a gente foi, não o que a gente teve. Um coração
cheio ou vazio. Uma alma pequena ou grande.
Se abra para o mundo, aceite que talvez o seu nariz não é tão bonito
mesmo, mas os seus olhos podem ser deslumbrantes.
Aceite que talvez você não tenha uma mansão, mas tem um lar cheio de
amor e acolhimento. Aceite que a sua vida não é como os comerciais de
TV. Aquilo nem existe. Se aceite e aceite o outro que está do seu lado.
Viva a sua vida, não a vida que dizem por aí nos outdoors.
Nós podemos ser mais, mas temos a péssima mania alienada de acharmos que somos menos.
Nathália Moura
Curiosa nata, quer conhecer saturno, escrever um livro e fazer um café decente.
Saiba como escrever na obvious.
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terça-feira, 10 de março de 2015
MORS-AMOR
Antero Tarquínio de Quental
Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,
Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?
Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,
Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a Morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"
segunda-feira, 9 de março de 2015
A hora e a vez dos Direitos Humanos em Minas Gerais
É possível que, muito mais apaixonado do que “sóbrio”, me posicione
no sentido de apostar na radicalização das práticas pedagógicas,
ultrapassando largamente a mera presença dos DH em livros e cartilhas. A
meu ver, é imprescindível, no campo dos Direitos Humanos, e na
educação, de modo geral, a radicalização das práticas democráticas.
Por Fábio Chagas
A configuração político-ideológica do Congresso Nacional e a vigência
de programas televisivos descompromissados com a democracia e os
Direitos Humanos revelam uma sociedade aferrada a valores que represam o
desenvolvimento de uma cultura mais democrática. Lamentavelmente, nosso
atraso cultural é mantido e reproduzido por parte significativa dos
grandes meios de comunicação, donde a regulação dos mesmos se faz
urgente e inevitável.
Não será demais lembrar que, tanto a eleição de parlamentares, quanto
a audiência televisiva, são garantidas por largas faixas sociais da
sociedade. A verificação dos fatos, somada aos infinitos casos de
violação dos direitos mais elementares, cristalizam a
inquestionabilidade da vigência do autoritarismo, do racismo, da
intolerância à liberdade de gênero, sexual, entre outras tantas. Neste
cenário, então, desejamos as boas vindas à Secretaria de Direitos
Humanos em nosso estado.
Devemos ter claro que, embora a nova Secretaria seja capitaneada por
Nilmário Miranda, reconhecido e incansável lutador pela causa dos DH,
quase nada se poderá fazer sem o apoio e, principalmente, o envolvimento
de todos os/as ativistas dos Direitos Humanos de Minas Gerais.
Assim é que, em vista dos colossais desafios das muitas frentes de
ação, meu entendimento é o de que a Educação em Direitos Humanos deve
receber uma atenção especial, envolvendo, por seu turno, a Secretaria de
Educação (muito bem guarnecida pela professora Macaé Evaristo).
Longe de me posicionar como um especialista, mas como simples
professor e militante e, focando-me nos estudos sobre a Educação em DH,
faço notar que as práticas pedagógicas têm comportado um caráter
primordialmente jurídico, em detrimento de fatores pedagógicos. Muito do
trabalho da Educação em DH circunscreve-se à divulgação e
reconhecimento dos direitos e à divulgação dos canais legais para fazer
valer esses direitos.
É possível que, muito mais apaixonado do que “sóbrio”, me posicione
no sentido de apostar na radicalização das práticas pedagógicas,
ultrapassando largamente a mera presença dos DH em livros e cartilhas. A
meu ver, é imprescindível, no campo dos Direitos Humanos, e na
educação, de modo geral, a radicalização das práticas democráticas.
Entusiasma-me a possibilidade de ver alunos e alunas participando e
decidindo sobre o destino de suas escolas, por meio de plebiscitos e
ações coletivas concretas. Me anima pensar que em pouco tempo, talvez,
estudantes e comunidade discutam e deliberem sobre o melhor currículo às
suas realidades socioculturais.
Corajosamente, deveremos subverter as relações entre professores/as e
alunos/as para mobilizar os/as jovens numa espiral crescente. O
despertar para a liberdade de escolha pode estimular a organização e, ao
final, os mais resistentes podem se acalorar com o entusiasmo de seus
pares.
Seria uma irrealidade? Talvez, mas o imperativo de transformar e nos
transformamos exige propostas e ações mais ousadas. Não creio que ainda
tenhamos tempo para experimentar ações corretivas àquilo que insiste em
se mostrar incorrigível.
Fonte: Instituto Pauline
domingo, 8 de março de 2015
10 histórias de mulheres revolucionárias que você não aprendeu na escola
Algumas armadas com rifles, outras armadas com
a caneta: 10 mulheres que lutaram muito por algo em que acreditavam e
que provavelmente nunca serão estampadas em uma camiseta
Por Whizzpast | Tradução: Vinicius Gomes
Todo o mundo conhece homens revolucionários como Che Guevara, mas a
história geralmente tende a polir as contribuições de mulheres
revolucionárias que sacrificaram seu tempo e suas vidas na luta contra
sistemas e ideologias burguesas. Apesar dos falsos conceitos a respeito,
existiriam milhares de mulheres que participaram em revoluções ao longo
da História, com muitas delas exercendo papéis cruciais. Elas podem vir
de diferentes espectros políticos, algumas armadas com rifles e outras
armadas com nada além da caneta, mas todas lutaram muito por algo em que
acreditavam.
Abaixo estão 10 exemplos dessas mulheres revolucionárias de todas as
partes do mundo, que provavelmente nunca serão estampadas em uma
camiseta.
Nadezhda Krupskaya
Constance Markievicz
Petra Herrera
Nwanyeruwa
Lakshmi Sehgal
Sophie Scholl
Blanca Canales
Celia Sanchez
Kathleen Neal Cleaver
Asmaa Mahfouz
Asmaa Mahfouz é uma revolucionária moderna, a quem repousa o crédito
de ter inflamado o levante de janeiro de 2011 no Egito, por meio de um
vídeo postado na internet, encorajando outros a juntar-se a ela nos
protestos na Praça Tahrir.
Ela é considerada uma das líderes da Revolução Egípcia e uma
proeminente integrante da Coalizão de Jovens da Revolução Egípcia.
Fonte: Revista Forum
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