segunda-feira, 30 de setembro de 2013

 - Mariana Coutinho
Um jovem que viajava, já muito cansado, avistou um senhor sentado na beira da estrada e perguntou: - "quanto tempo uma pessoa consegue permanecer em estado de saudade?" O senhor sem pressa alguma convidou o rapaz a parar sua caminhada e sentar-se ao seu lado. Foi quando tragou o fumo enrolado na palha e respondeu: -"uma vida inteira, meu rapaz. Uma vida inteira". O rapaz suspirou perplexo e questionou: - "Então, se sou capaz de permanecer forte neste estado, o que é que me faz continuar?". O senhor esclareceu: -"é a saudade que nos faz caminhar em todas as estações, meu rapaz. A fome de devorá-la, dia após dia, é o que nos mantém de pé. Só há uma regra. Ela deve ser devorada antes da chegada do verão. Ainda que isso demore uma vida inteira." O rapaz, sem entender, ficou ali mais alguns dias. Sem pressa. Longos dias. E depois, na estrada mais uma vez, compreendeu: o sol ofusca os olhos que quem carrega a saudade. Não há como suportar a alegria desta estação apenas acompanhado de sua solidão.

domingo, 29 de setembro de 2013

"Não foi à toa que Adélia Prado disse que 'erótica é a alma'. Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele. A erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: 'continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?”
- Rubem Alves

sábado, 28 de setembro de 2013

The Love We Had (Stays On My Mind)




O Amor Que Tivemos (Continua Em Minha Mente)

Ultimamente baby, eu tenho pensado
Como era bom quando você estava aqui
E não é o vinho que estou bebendo
Por um instante eu sinto que minha cabeça está limpa

Mas cedo esta manhã, quando eu abri os olhos
Aquele velho solitário sentimento me pegou de surpresa
Eu acho que você significou mais do que pensava
O amor que tivemos continua em minha mente
O amor que tivemos continua em minha mente

E cara, eu tenho lembrado
Os bons momentos que nós costumávamos dividir
Meus pensamentos em relação a você não tem fim
E lembranças suas estão em todos os lugares

Mas porque eu deveria te dizer? Não é da sua conta
Você ganha alguns, você perde alguns
Bem eu tenho perdido e aprendido
É que eu estou tão sozinha
Sem lugar pra ir
E aqui no final eu achei

O amor que tivemos ... continua em minha mente

Cara se você estivesse mais perto, se você tivesse um espelho
Talvez você pudesse contar minhas lágrimas
E se você estivesse mais perto isso tudo poderia estar mais claro
Como queria que você estivesse aqui

Como queria que você estivesse aqui
Como queria que você estivesse aqui

E baby eu só estava cansada
Então eu deitei pra sonhar um pouco
Ultimamente eu tenho estado tão desinspirada
Sem o conforto do seu sorriso

Mas não estou reclamando
Porque é como tem que ser
Sempre há algum tipo de mágoa
Nesse mundo eu acho
Mas você não pode imaginar
Mas ninguém sabe
 
Composição: Larry Wade / Terry Callier

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

“E a verdade, por mais difícil que seja, é bela - a beleza nasce da verdade. Quando você começa a remover os amortecedores, é possível que você se depare com um deserto; e você tentará evitá-lo amortecendo novamente. Mas, chega um momento, em que você não consegue mais amortecer, por mais que tente. Isso porque os amortecedores perdem o seu poder. Você perde o entusiasmo pelos principais amortecedores: sexo, dinheiro, comida, poder... Eles perdem o sentido. Se esse é o seu caso, esse deserto precisa ser atravessado.” - Sri Prem Baba

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

C. S. Lewis -
 "O carinho é responsável por nove-décimos de qualquer felicidade sólida e durável existente em nossas vidas".

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A FERRAMENTA MAIS EFICAZ DO DIABO


Certa vez foi anunciado que o Diabo iria vender suas ferramentas. Todas elas ficaram expostas de maneira atraente, para despertar o interesse dos compradores.
Estava ali a malícia, o ódio, a inveja, o ciúme, a mentira... Cada ferramenta tinha seu preço.
Em um cantinho escuro, havia uma ferramenta de aparência inofensiva. O preço dela era altíssimo, o mais alto da exposição. O nome da ferramenta era DESÂNIMO.
Quando foi perguntado ao Diabo porque daquela ferramenta ser tão cara, ele respondeu: “Porque ela é muito útil. Os homens e mulheres a aceitam muito facilmente, pensando que ela é inofensiva. Eles nem percebem que ela pertence a mim. Uma vez que o desânimo se instala na pessoa, eu posso usar qualquer outra ferramenta para derrubá-la”.
QUAL É A LIÇÃO PARA NÓS?
‘O PERIGO QUE É DEIXAR O DESÂNIMO NOS PEGAR’.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

HOJE NA HISTÓRIA:

 D. Pedro I, primeiro monarca do Império do Brasil, morreu em 24 de septembro de 1834

"Nascido no dia 12 de outubro de 1798, em Lisboa, ele foi o quarto filho do rei Dom João VI com a rainha Carlota Joaquina. Quando Portugal foi invadido por tropas francesas, ele e toda a aristocracia portuguesa fugiram para o Brasil, em 1808.

O início da Revolução liberal do Porto, em 1820, em Lisboa, obrigou D. João VI a voltar para Portugal em abril de 1821. Com isso, D. Pedro I ficou como príncipe-regente do império e precisou lutar contra ameaças de revolucionários e insubordinação de tropas portuguesas.

Diante da tentativa do governo português de retirar a autonomia política do Brasil, Pedro I optou por declarar a independência do Brasil de Portugal em 7 de setembro de 1822. Em 12 de outubro, foi aclamado imperador brasileiro e, em março de 1824, havia derrotado todos os exército leais a Portugal.

Ele ficou no poder até 7 de abril de 1831, quando, incapaz de lidar com os problemas do Brasil e de Portugal ao mesmo tempo, abdicou do trono em favor do seu filho Dom Pedro II, retornando à Europa. De volta a Portugal, ele se viu em meio a uma guerra, que envolveu toda a península ibérica, numa luta entre defensores do liberalismo e os que defendiam o absolutismo. Pedro I morreu de tuberculose, no dia 24 de setembro de 1834, poucos meses após ele e os liberais obterem a vitória. Ele morreu no palácio de Queluz, no mesmo quarto e na mesma cama onde nascera 35 anos antes."


Fonte: http://seuhistory.com/hoje-na-historia.htm.html;jsessionid=D965DBEF8959A502A3821F52BA47880C